#24 – Crepúsculo

Poster original.

Já que o último filme era polêmico e tratava de relacionamentos pouco convencionais, vou entrar aqui na série “Crepúsculo”.
Antes que alguém se desespere, não estou comparando nem nivelando os dois filmes.

Como já mencionei em outro post, eu me aborreço muito com pessoas que não usam o senso crítico, e isso inclui “haters”, que se limitam a falar mal de alguma coisa só porque um grupo de pessoas está falando. Por isso, decidi ver “Crepúsculo”. Não para “falar mal conhecendo”, mas sim para compreender porque tanta polêmica sobre uma série que me parecia tão água-com-açúcar, apesar de apresentar vampiros que destruiam o mito que mais me encantou por toda a vida.

Quando li a sinopse, tive a impressão que Stephanie Meyer estava plagiando um livro brasileiro muito mais interessante que a série dela: “Os Noturnos“, de Flávia Muniz. Depois, tentei ler o livro e não consegui, pois a construção da história lembrava muito as coisas que eu escrevia aos doze anos – francamente imaturo para ser considerado literatura.

Indo direto ao filme: como vi outro da mesma diretora, posso dizer que “Crepúsculo” poderia ser melhor com outra direção. Não muito melhor, na realidade, pois o enredo é fraquinho e traz alguns momentos risíveis, como na cena que Edward revela à Bella que pode ler pensamentos, mas não os dela – me ocorreu na hora que era porque a mocinha não pensava. As pausas dramáticas são pedantes. A coleção de diplomas do segundo grau na parede da casa dos vampiros é o tipo de coisa que deveria ter sido excluída na edição, é desnecessária até como “fator humorístico”. E o “vampiro que brilha no sol” e que não bebe sangue humano me faz pensar porque a autora decidiu falar sobre vampiros se não utiliza praticamente nenhuma característica deles. Poderia utilizar outros elementos sobrenaturais, criar algo novo, mas da forma como o universo de “Crepúsculo” é construído, a impressão que eu tenho é que a chance de fazer algo realmente interessante foi perdida.
E porque diabos a série tem tantos fãs? Simples: é fácil de assimilar. Tem protagonistas “certinhos e bonitinhos”, nada é muito complicado – ao contrário de “Último Tango em Paris“, por exemplo.

[mais]

Adaptação do livro Crepúsculo, de Stephenie Meyer, publicado em 2005.

Direção: Catherine Hardwicke
Figurino: Wendy Chuck
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Carter Burwell

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

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