#41 – Fome de Viver

Poster original.

Ah, os vampiros. Mito da minha vida, desde a infância. Mas como poderia ser diferente, se fui criança quando os cinemas lançavam “Drácula“, “Entrevista com o Vampiro“, e até mesmo a televisão brasileira aproveitava a onda e fazia novela com os personagens – lembram de “Vamp“?

“Fome de Viver” era uma dessas raridades que eu vasculhava há anos em VHS, antes da popularização de dvds e torrents, e consegui assistir por acaso, na tv aberta, muito provavelmente numa sexta ou sábado à noite, quando os canais não esperam uma audiência tão grande e não se importam em exibir filmes de duas décadas (agora quase três) atrás.
O filme me impressionou muito, eu sabia que precisava vê-lo novamente – e atualmente ele faz parte da minha pequena e adorada coleção de dvds.
Diferente das adaptações de “Drácula” e de outros filmes de vampiro, a narrativa não é do ponto de vista de caçadores ou de vítimas humanas. Nós acompanhamos o casal de vampiros mais charmoso de todos os tempos – Mirian e John, interpretados por Deneuve e Bowie. Mas há algum problema com John e Mirian começa a caçar uma nova companhia.
Como havia comentado anteriormente, o início do filme é a memorável sequência com o Bauhaus cantando “Bela Lugosi is Dead” enquanto os vampiros buscam suas vítimas da noite.
Outra sequência bastante comentada é a cena de sexo entre Deneuve e Sarandon, que diferente de “Último Tango em Paris” e sua sequência da manteiga, não é uma coisa violenta e incômoda de ver.
“Fome de Viver” é bastante sofisticado, ao mesmo tempo que possui traços de melancolia, delicadeza e obscuridade. Deneuve belíssima, vestindo Yves Saint-Laurent e tocando música clássica, Bowie desfilando todo o porte de “lorde inglês”… É até difícil comentar muito sem ter novamente a impressão hipnótica que me causou na primeira vez que assisti.
Creio que seja um desses filmes obrigatórios para fãs de ficção, exatamente pelo diferencial de não ter aquele perfil de batalha entre mocinhos e bandidos.
Os figurinos são de Milena Canonero, que foi premiada com o Oscar por “Maria Antonieta“, além de ter sido figurinista de vários filmes de Stanley Kubrick e, mais recentemente, de “O Lobisomem“.

[mais]

Adaptação do livro Fome de Viver, publicado pelo escritor estadunidense Whitley Strieber, em 1981.

Título Original: The Hunger
Origem e Ano: Reino Unido, 1983
Direção: Tony Scott
Roteiro: James Costigan, Ivan Davis e Michael Thomas
Gênero: Horror
Figurino: Milena Canonero
Música: Denny Jaeger e Michel Rubini

No IMDB.
No Adoro Cinema.

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