#66 – O Vampiro da Noite

Um dos posteres mais famosos do filme, com ilustração de Bill Wiggins.

Cada uma das adaptações feitas para “Drácula” de Bram Stoker tem uma característica única – personagens que desaparecem, situações que são adaptadas. Hoje vemos livros serem levados para as telas ganhando várias partes, e talvez uma versão cinematográfica definitiva para Drácula precisasse de pelo menos três filmes para ser contada com fidelidade – poderia ser dividida na estadia de Jonathan Harker no castelo, na luta de Van Helsing e Dr. Seward contra a misteriosa enfermidade de Lucy Westenra e, em sua última parte, a verdade sobre o conde vampiro revelada e a batalha final nos Cárpatos. Talvez pudesse ganhar até mais partes, mas estas são as divisões mais claras que posso ver agora, que finalmente estou lendo o texto integral (em outra ocasião já li um “resumo” feito nos anos 1970, único livro que consegui por volta de 1998, até alguém ter a brilhante ideia de relançar a história completa, já pelos anos 2000).

O Vampiro da Noite traz uma versão tão peculiar quanto a adaptação não autorizada feita em Nosferatu (1922) – personagens assumem funções inusitadas e relações bastante distintas das existentes no livro.
Nesta versão, protagonizada por um dos maiores nomes do cinema de ficção – Christopher Lee – Jonathan Harker e Van Helsing trabalham juntos e já conhecem a verdade sobre o Conde, bem diferente do livro, no qual Harker é um procurador enviado à Transilvânia para auxiliar Drácula na compra de um imóvel na Inglaterra, sem conhecer sua verdadeira natureza.
As três vampiras que habitam o castelo são convertidas em uma única mulher, e Arthur e Lucy, que nunca chegam a realizar seu matrimônio na literatura, são casados e tios de Mina, a noiva de Harker. Achei toda essa mistura muito curiosa.

Esteticamente o filme me lembra bastante as adaptações dos contos de Edgar Alan Poe protagonizadas por Vincent Price, feitas no início dos anos 1960. Uma coisa que gosto nos filmes antigos de horror é que não tem aquele filtro azul utilizado com tanta frequência nos longas de hoje. Nada contra o filtro azul, mas é uma diferença que me agrada.
Esta é a quarta versão da obra de Bram Stoker que assisto, e o filme de 1992 continua sendo o mais fiel, embora o protagonista seja mais romatizado – de uma forma bastante pertinente à época.
Agora o próximo desafio é encontrar os outros sete filmes, gravados nas décadas de 1960 e 1970, onde Lee encarna Drácula novamente.

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O filme teve seu título alterado nos Estados Unidos para não ser confundido com o clássico Drácula de 1931. Outra curiosidade é que o único personagem com quem o vampiro realmente fala é Jonathan Harker.

Foi a terceira adaptação cinematográfica do livro Drácula, de Bram Stoker, publicado em 1897. Entretanto, o vampiro tornou-se um personagem apropriado pelo imaginário popular, e aparece em quase trezentas produções, entre filmes, sequências e episódios de séries.

Christopher Lee volta ao cinema em um filme de vampiros este ano – em sua quinta colaboração com Tim Burton, estará em “Sombras da Noite”, que tem estreia prevista para 22 de junho no Brasil.

Título Original: Dracula, também conhecido como Horror of Dracula, título que recebeu nos EUA.
Origem e Ano: Reino Unido, 1958
Direção: Terence Fisher
Roteiro: Jimmy Sangster
Gênero: Horror
Figurino: Molly Arbuthnot
Música: James Bernard

No IMDB.
No The Pirate Bay.

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