#68 – As Aventuras de Tintim

Poster original.

Semana corrida e atípica, nem consegui sentar pra escrever o texto e atualizar o blog no dia certo. Na verdade, agora mesmo estou tão cansada que quase deixei pra fazer essa atualização amanhã, mas preferi não adiar mais.
Peguei uma pipoquinha e vim contar minha experiência em duas partes com “As Aventuras de Tintim” – porque eu não tenho critérios, durmo em filmes bons, excelentes, porcarias e desenhos com vinte minutos de duração.
Confesso que eu tinha um certo receio deste filme, de ser uma bobagem, um pretexto pra enfiar mais 3D na audiência – tinha ouvido comentários completamente discrepantes sobre sua qualidade e por uns tempos até esqueci dele.
Há uns dez dias, depois de assistir uma aventura decepcionante – que talvez eu comente em um post individual outro dia – M. e eu decidimos ver o Tintim. E eu estava adorando, mas o sono me venceu e não vi como terminou.
Alguns dias depois, retomei e vi até o fim.
Lembro que na infância eu comecei a ver os desenhos, mas como só tinha uma tv em casa e sua transmissão conflitava com o horário da novela, na maior parte do tempo não me deixavam assistir. De qualquer forma, quando terminei de ver esta animação, senti aquela mesma coisa boa que sentia quando assistia aos desenhos.
O roteiro adapta dois livros de Hergé que foram lançados com dois anos de intervalo. Mesmo assim, achei a unificação muito bem feita, resultando em uma aventura divertida e que – para os que gostaram – provavelmente agradou gente de todas as idades.
O filme foi produzido por Peter Jackson e, como em outras obras produzidas ou dirigidas por ele, os movimentos das personagens foram inicialmente captados de atores, depois convertidos em animação.
Depois de assisti-lo, fiquei refletindo sobre esse modismo de atualmente “tudo” ser 3D e o cinema ir perdendo em roteiro pra ficar parecido com um parque de diversões, onde a experiência de ter coisas atiradas ao rosto é mais importante do que a história.
Penso que esse uso deliberado da tecnologia me causa uma enorme preguiça, mas que ela é um recurso interessante para filmes como As Aventuras de Tintim, desenvolvidos em computação gráfica, contando uma história mirabolante, com humanos estilizados e onde talvez não seja interessante vincular o personagem a algum ator.
Por último, eu gostaria de comentar as traduções bizarras – descobri que o cãozinho, que eu sempre conheci como Milu chama-se Snowy no filme. Em francês, o nome do personagem é Milou, que significa “de neve”.
O navio que aparece neste filme, em inglês Unicorn, foi traduzido como Licorne – que é outra palavra para Unicórnio – e eu passei boa parte do tempo achando que era alguma loucura da minha legenda, mas vi que o título em algumas vezes recebia o complemento “O Segredo do Licorne”.

[mais]

Baseado nos quadrinhos de Hergé O Segredo do Licorne, publicado em 1943 e O Caranguejo das Pinças de Ouro, de 1941.

Título Original: The Adventures of Tintin
Origem e Ano: EUA e Nova Zelândia, 2011
Direção: Steven Spielberg
Roteiro: Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish
Gênero: Animação
Figurino: Lesley Burkes-Harding
Música: John Williams

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.
Site Oficial.

Um comentário sobre “#68 – As Aventuras de Tintim

  1. Como fã dos quadrinhos (desde muito e depois nem tão pequeno) digo que o filme é maravilindo, é “muito TinTim” mesmo =D
    Os gibis sempre tiveram “subtítulos”, faria sentido usar no filme.
    Sendo francês por um lado faz sentido o nome do cachorro, e também faz sentido a adaptação pro pt-br “Milu”, só acho estranho o inglês virar “Snowie”, embora compreenda a adaptação, visto a cor do inteligente e parte fundamental do filme cãozinho =)

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