Segunda semana em Estocolmo

E lá vamos nós de novo!
Acho que estamos aproveitando a viagem, afinal, eu acabo nem tendo tempo de escrever aqui.
A seguir outro post gigantes, nosso diário da semana passada:

Posteres na Cinemateca - foto de Natália Santucci (pra não dizer que não tirei nenhuma).
Posteres na Cinemateca – foto de Natália Santucci (pra não dizer que não tirei nenhuma).

Segunda – 18.02
Na segunda fomos para Valhalla. Mas não se preocupem, não foi o salão dos guerreiros caídos, fomos passear em dois pontos nos arredores de uma grande avenida de Estocolmo, a Valhallavägen – que descobri depois que é uma das ruas mais longas da cidade e tem grande valor arquitetônico. Na região, visitamos o Estádio Olímpico, inaugurado nos Jogos Olímpicos de 1912. Eu gostei bastante, e foi uma pena não ter grandes habilidade fotográficas. O estádio é bem pequeno, tem torres altas com mastros saindo de esculturas do tijolo que lembram proas de barcos. Havia pessoas treinando corrida na pista atlética, que pelo visto para este fim tem a neve retirada e amontoada ao redor e, neste montinho, havia pessoas treinando corrida com esqui. As estruturas de ferro, como as catracas de entrada, tem um estilo bonito, que denunciam a idade da construção. Também há as esculturas, fora do espaço esportivo, que dariam fotos incríveis no clima sombrio do inverno.
Saindo dali, fomos à sede do Instituto Sueco de Cinema – a Cinemateca – que é um prédio interessantíssimo, tinha alguns figurinos expostos e, embora não tenhamos assistido nada por ali, há duas salas de exibição, biblioteca e um andar relacionado a alguma faculdade de moda – que agora eu preciso realmente descobrir qual é para, quem sabe no futuro, estudar aqui por uns tempos.

Terça – 19.02
Na terça voltamos aos arredores da Cinemateca, pois a Lele descobriu um concerto da orquestra da Swedish Radio Symphony Orchestra. Fomos ao complexo que reúne a rádio e o canal de televisão SVT, mas na recepção da rádio descobrimos que os ingressos e as apresentações eram na Berwaldhallen, uma sala de concertos perto dali. Não chegamos a acompanhá-la no dia do concerto, mas valeu a visita, pois o prédio era bem interessante – a parte de concreto da fachada fica iluminada com luzes coloridas e a sala de ensaios com paredes de vidro nos permitiu ver um pouquinho o ensaio da orquestra.
Tanto na segunda quanto na terça pegamos ônibus para voltar para casa, o que nos permitiu ver mais um pedacinho da cidade. Depois me concentrei em concluir e enviar um projeto para seleção.

Quarta – 20.02
Combinamos de ir ao Nordiska Museet, finalmente! Como um resfriado estava ameaçando me pegar, fiquei em casa o dia todo, e combinei de encontrar os outros direto no museu. A parte engraçada foi que, saindo do metrô, peguei uma rua errada e tive que usar meu inglês “macarroni” para conseguir pedir uma informação. Deu certo, mas me atrasei e quando cheguei ao museu o pessoal já estava lá há algum tempo. Fiquei chateada, não gosto de me atrasar e era eu quem estava infernizando para ir a este museu, por causa da exposição “Power of Fashion – 300 years of clothing”. Sinceramente, acho que eu poderia MORAR dentro daquele museu!
Como eu já tinha comparado antes, ele é tipo o Museu da Casa Brasileira – reúne objetos de uso cotidiano e se torna uma aula de história do design em diversos segmentos. Havia móveis, louças, roupas e até mesmo uma cabana ali dentro – o fundador do Skansen e do Nordiska é o mesmo, então isso faz um sentido enorme, no fim das contas.
Fiquei maravilhada com as cenas compostas recriando os ambientes e temas – que iam desde uma sala de jantar a um funeral – além das roupas e objetos dos Sami, um grupo étnico indígena da região da Lapônia, as casas de bonecas de vários séculos, a exposição de jóias e de cabelo, em um ambiente que recriava um salão dos anos 1970 e tinha até algumas peças de roupas feitas com fios. Comprei o catálogo da “Power of Fashion”, pois não consigo imaginar um livro falando sobre o significado das roupas na Suécia circulando pelo Brasil. E quase comprei o das jóias também, mas mantive os gastos sob controle.
Saindo de lá, passamos no supermercado para comprar alguma coisa para beliscar e fomos ao ao Lilla Hotellbaren, mas não ficamos muito tempo. As coisas eram muito caras e a banda que começou a tocar não nos agradou, então fomos caminhar pela região, que ainda não conhecíamos.
É um pedaço mais boêmio da cidade, com bares, casas de show, cinemas – inclusive o Victoria, em uma esquina e com letreiro em neon, onde são exibidos alguns filmes da programação da Cinemateca. Eu realmente gostaria de ter conhecido um cinema daqui por dentro. Andamos até bem perto de uma ponte que leva aos arredores do Ericsson Globe, mas aparentemente não era um lugar muito bom para circular a pé, então tiramos algumas fotos e retornamos dali.

Quinta – 21.02
Acho que a “maldição da quinta-feira” me pegou. Pela segunda semana consecutiva a quinta não foi um dia bom para mim, achei que fosse morrer de enxaqueca e náusea – um viva à TPM. Passamos rapidinho por um mercado de especiarias e produtos estrangeiros, parecido com os mercados públicos centrais das capitais brasileiras, bem perto da T-Centralen. O Miguel voltou para casa comigo, pois eu estava realmente me sentindo mal e não queria ficar sozinha.

Sexta – 22.02
A sexta era o dia da orquestra para a Lele. Nós ficamos papeando no escritório dos nossos amigos suecos, e pudemos rever a esposa de um deles, uma gaúcha que conhecemos no Brasil. Foi bem legal. O Gabriel saiu um pouco antes, pois precisava comprar algumas coisas, depois nos reencontramos em casa e os meninos foram ao mercado enquanto eu esperava em casa e aproveitava para concluir a apresentação e enviar mais dois projetos para outra seleção. Estou realmente querendo que este ano decole em relação aos projetos pessoais.

Sábado – 23.02
No sábado madrugamos, pois precisávamos estar no centro antes das 7h para encontrar outro casal de amigos e pegar o ônibus para Borlänge. O fim de semana seria em Romme Alpin, um resort esportivo de inverno – ou seja, muitas pistas de esqui e snowboard para nos arrebentarmos.
Eu nem sei patinar com rodinhas, estava apavorada. A maioria do pessoal optou pelo snowboard, mas fiquei com os esquis, que teoricamente são mais fáceis.
A primeira grande dificuldade foi ficar em cima daquilo sem me desesperar e cair. A segunda foi pegar o lift esquisitinho para subir pra pista. A terceira foi descer. Na primeira vez, para evitar uma trombada com a fila do lift, caí em um buraco de neve e quase não consegui levantar, mesmo com a ajuda de outra moça que estava esquiando. Na segunda, trombei com a tela de separação da fila e meio que atropelei um menininho. Na terceira tive uma cãibra e desisti da descida deslizante – mas tive que descer mancando toda a pista e carregando o esqui, que pesa infinitamente mais do que eu poderia imaginar. Depois disso, fomos nos encontrando em um dos cafés de Romme até dar a hora de ir para o hotel. O Miguel e eu gostamos do hotel, chegamos, tiramos um cochilo, tomamos um bom banho, depois fomos todos para um único quarto ver o Melodifestivalen, que é um programa parecido com o The Voice Brasil.

Domingo – 24.02
Acordamos cedo no domingo, pois o ônibus nos pegaria no hotel às 9h. O café da manhã do hotel estava bem gostoso, eu poderia ficar lá comendo até o ônibus das 11h. Fomos para a estação de esqui com todas as nossas coisas, pois infelizmente não voltaríamos para o hotel depois. Acreditem, neste dia nós passamos calor!
Quase todos pegaram esqui neste dia. Passei um tempo meio apavorada de descer as rampas, mas o Gabriel se habituou bem depressa e ficou um tempo comigo e com a Letícia, ajudando a gente a aprender a frear e fazer curvas.
Depois disso fiquei um pouco mais confiante e segui o dia descendo a rampa, embora não criasse coragem como os outros de ir para outras mais altas. Foi divertido e descobri que ainda sei cair sem me machucar – ou dei muita sorte.
Na volta para Estocolmo quase todos do ônibus cochilaram, mas começou a passar “A Espada Era a Lei” na tv do ônibus e, mesmo que estivesse dublado em sueco, eu adoro este desenho e assisti ele inteiro.
Nosso dia terminou com a chegada em Estocolmo – exaustos, doloridos, mas depois de um fim de semana muito divertido isso tudo é detalhe.

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