#44 – O Retrato de Dorian Gray

Poster horizontal original.

Quando assisti “O Retrato de Dorian Gray”, eu gostei. Não que o longa seja um marco de excelência cinematográfica, mas reconheci nele várias coisas que havia visto no livro. Agora, reunindo material para postar, vi críticas que despedaçavam o filme. A única conclusão que consigo ter nesses casos é que preciso reler – de preferência com uma tradução melhor – e rever o filme. Ou simplesmente ignorar e ver alguma outra adaptação, já que desde 1910, o texto de Wilde já teve dezenas de versões cinematográficas em diversos países, além de Dorian ter se tornado um ícone, como Drácula ou Sherlock Holmes, aparecendo ou inspirando outras histórias.
Mas pelo menos o ator escolhido para ser o Dorian Gray desta versão, Ben Barnes, é mais bonito – o que neste caso é fundamental pro enredo fazer sentido – do que o que interpretou o personagem em “A Liga Extraordinária“. Alguém comentou a semelhança do ator com o próprio Wilde, e acredito que sua caracterização tenha mesmo sido inspirada pelo estilo dandi do autor.
Este filme foi lançado originalmente em 2009, mas só chegou ao Brasil em 2011 – evidentemente para aproveitar que Colin Firth foi indicado ao oscar de melhor ator por “O Discurso do Rei”.
Enquanto não formulo uma opinião mais consistente sobre o longa em si, guardo na memória a agradável experiência de tê-lo assistido tomando sorvete com o namorado, depois de um passeio de bicicleta.

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Adaptação de O Retrato de Dorian Gray

Título Original: Dorian Gray
Origem e Ano: Reino Unido, 2009
Direção: Oliver Parker
Roteiro: Toby Finlay
Gênero: Suspense
Figurino: Ruth Myers
Música: Charlie Mole

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#31 – O Mundo Imaginário de Doutor Parnassus

Poster original.

A relação que estabeleço entre “O Mundo Imaginário de Doutor Parnassus” e “Psicose” é bem simples: foram vistos no mesmo dia, em sequência – embora este tenha sido visto primeiro.
Com a morte de Heath Ledger durante as filmagens, pensei que o filme nem seria concluído, mas felizmente me enganei e, além de a solução encontrada ser bem criativa, tornou-se uma bela homenagem ao ator.
Johnny Depp, Jude Law e Collin Farrell entraram no filme, cada um assumindo uma das “transformações” de Tony, personagem originalmente de Ledger – e a caracterização dos dois primeiros ficou boa o suficiente para que suas semelhanças com o colega falecido fossem ressaltadas e até nos confundisse num olhar menos atento.
A estética toda do filme é muito boa – tanto que foi até indicado ao Oscar pela direção de arte e pelos figurinos e ao Bafta pela direção de arte e pela maquiagem – tem um traço meio pós-punk. Inclusive, a modelo Lily Cole, que interpreta Valentina, poderia muito bem ser uma dessas delicadas “mocinhas góticas” de filmes como os do Tim Burton, que frequentemente trabalha com esse mesmo traço.
O filme esteve pouco tempo em cartaz nos cinemas – passou pela Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2009, e por algumas salas em um breve e pouco divulgado período em 2010, eu mesma não consegui vê-lo na telona.
O enredo aborda dois pactos paralelos: as eternas apostas entre Parnassus e o Diabo, que podem custar a alma de Valentina – filha de Parnassus – e os acordos feitos por Tony com a máfia russa, da qual tenta escapar. E é a partir do momento que estes dois pactos se cruzam que o show realmente começa.

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O Oscar de melhor figurino em 2010 estava disputado por muitas coisas boas [ver os indicados], é até difícil dizer qual merecia mais. Mas, sem dúvidas, a indicação de “O Mundo Imaginário de Doutor Parnassus” foi merecida.

Direção: Terry Gilliam
Figurino: Monique Prudhomme
Origem: Reino Unido, Canadá, França
Gênero: Fantasia
Roteiro: Terry Gilliam e Charles McKeown
Música: Jeff Danna e Mychael Danna

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#25 – Lua Nova

Poster americano com os Volturi

Dando sequência à série, vou falar de “Lua Nova”. Só pela mudança da direção, que passa de Catherine Hardwicke para Chris Weitz, já melhora um pouco em relação ao primeiro.
Mas continua sem ter muito enredo. Edward decide se afastar de Bella, e a maior parte do filme se concentra na obsessão dela por revê-lo, colocando a vida em risco pra ver seu “herói” – mesmo que seja através de alucinações. Os lobisomens ganham mais espaço na história, apesar de eles também ganharem um perfil heróico, diferente dos lobisomens que vemos em outras obras de ficção, me parecem personagens mais complexos que os vampiros.
Também aparecem de leve os vampiros vilões que sobraram de “Crepúsculo” e os Volturi, que são um tipo de “clã regulador”, que determina as regras para todos os vampiros e pune quem as desrespeita. Neste ponto, o destaque fica pra Dakota Fanning, que deixou de ser a menininha assustadora de “Amigo Oculto” para se tornar uma moça bastante expressiva, considerada um dos talentos mais promissores de sua geração, e que assume muito bem a personagem cruel.

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Adaptação de Lua Nova, de Stephenie Meyer, continuação de “Crepúsculo” publicada em 2006.

Direção: Chris Weitz
Figurino: Tish Monaghan
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Alexandre Desplat

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#18 – Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Poster com Harry e Prof. Dumbledore.

Em “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, o mergulho no passado vai ainda mais longe que nos episódios anteriores.
Apesar de ter sido um dos últimos que li, não me lembro tão bem quanto dos outros – que reli várias vezes, contra os três últimos que só li uma vez cada – então não fiquei implicando com detalhes da adaptação. Nos filmes dirigidos pelo David Yates, só a sensação de ‘buracos’ me incomoda um pouco, mas não gosto de responsabilizar o diretor, creio que a culpa por esse tipo de deslize deve ser repartida entre várias pessoas da equipe.
Mas creio que o papel do “Enigma do Príncipe” na série seja mais de preparar para a última parte, não é como os outros onde, paralelamente aos esforços de Lord Voldemort para retomar o poder, acontece uma aventura com começo, meio e fim. Os acontecimentos ficam abertos, esperando que venham “As Relíquias da Morte” para arrematar.

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Adaptação de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, de J.K. Rowling, publicado originalmente em julho de 2005. A tradução brasileira chegou às lojas apenas três meses depois.

Direção: David Yates
Figurino: Jany Temime
Origem: EUA, Reino Unido
Gênero: Fantasia
Roteiro: Steve Kloves
Música: Nicholas Hooper

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#04 – Coco Chanel & Igor Stravinsky

Poster Brasileiro.

Quando eu soube da existência deste filme, quase enlouqueci, queria muito assistir. Foi exibido na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em outubro de 2009, mas não consegui ir. Só pude vê-lo em junho de 2010, no Festival Varilux de Cinema Francês, na Reserva Cultural (Av. Paulista – SP).
Fiquei completamente apaixonada pelo filme e pretendo vê-lo novamente em breve.

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O filme é baseado no livro Coco Chanel & Igor Stravinsky, de Christine Greenhalgh, que conta o romance FICTÍCIO entre Chanel e Stravinsky.

Título Original: Coco & Igor
Origem e Ano: França, 2009
Direção: Jan Kounen
Roteiro: Chris Greenhalgh, Carlo De Boutiny e Jan Kounen
Gênero: Drama
Figurino: Chattoune e Fab
Música: Gabriel Yared e composições de Igor Stravinsky

No IMDB.
No Adoro Cinema.

#03 – Abraços Partidos

Poster espanhol.

Enquanto “Má Educação” foi o primeiro Almodóvar que assisti, “Abraços Partidos” foi o último – faz MUITO tempo que não vejo nada dele, mas já estou providenciando alguns.
Vi “Abraços Partidos” em 2009, no Belas Artes (Consolação – SP). Na época, a crítica enfatizou que o filme não era o melhor do diretor – mas mesmo assim é bom e tem algumas cenas impagáveis.
Particularmente, considero um filme bonito, tanto estéticamente quanto pela história contada em flashback, mas é claro que minha opinião deve ser considerada como audiência, não como crítica especializada.

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As roupas utilizadas por Penélope Cruz no filme são Chanel, marca da qual Almodóvar é declaradamente fã.
Direção: Pedro Almodóvar
Origem: Espanha
Gênero: Drama

No IMDB.
No Adoro Cinema.