#81 – O Corvo

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Outro aniversário, outro filme escolhido por ter uma relevância enorme para mim.
Até o início de 2013, todas as minhas tentativas de assistir O Corvo foram frustradas. Mas eis que, no fim de fevereiro, em plena viagem para Estocolmo, tive um breve resfriado e passei um tempo sozinha em casa – enquanto meus companheiros de viagem foram para um encontro de programadores, aproveitei para ver esse clássico dos anos 90.
E ali estava eu, hipnotizada e encontrando uma nova paixão nerd-gótica-cinéfila. A história da vingança de Eric Draven é densa e, embora não seja muito comentado, é uma adaptação de quadrinhos muito anterior a isso virar febre. Nem preciso dizer que a HQ entrou para a minha lista de desejos e a trilha sonora, com a perfeita “Burn”, do The Cure, desde então toca quase toda semana na minha playlist.
Infelizmente personagens sinistros com cabelinho comprido e maquiagem parecem não dar muita sorte aos seus intérpretes e, quase no fim das gravações, Brandon Lee – o Corvo – foi atingido por uma bala inadequada para a cena que estavam gravando (e que eu nunca vou enteder porque diabos estava no cano da arma e não foi removida, simplesmente por uma questão de segurança, antes de trocarem para o tipo certo de munição). O ator tinha apenas 28 anos e, assim como Eric Draven, estava com seu casamento marcado para poucos dias depois do incidente, mas não resistiu ao ferimento e deixou, além de um provável coração partido, um filme inesquecível.

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Embora seja lembrado até hoje, o filme não recebeu prêmios muito relevantes. Foram realizados três filmes em sequência ao primeiro, mas nenhum teve a mesma repercussão. Houve também uma série de televisão e, atualmente, há um remake previsto para ser filmado em 2014.

Os quadrinhos que originaram o filme foram escritos por James O’Barr e publicados a partir de 1989, e em 2011 ganharam uma edição especial, mas não localizei edição brasileira.

Título Original: The Crow
Origem e Ano: 1994
Direção: Alex Proyas
Roteiro: David J. Schow e John Shirley
Gênero: Ação
Figurino: Arianne Phillips
Música: Graeme Revell e várias bandas excelentes –  Clique aqui para ouvir a trilha sonora.

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No PirateBay.

#73 – João e Maria: Caçadores de Bruxas

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Poster brasileiro.

Há alguns anos é moda entre os estúdios de cinema reapresentar contos-de-fada tradicionais repaginados, seja recontando a história de um jeito mais divertido ou mais sombrio.

Talvez motivados pelo sucesso dos filmes do ogro verde Shrek, ou pegando carona no sucesso de bilheteria que foi a continuação de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton, desde 2010 estas versões estão sempre presentes nas temporadas. Recentemente nós tivemos, além de João e Maria: Caçadores de Bruxas, Branca de Neve e o Caçador, Jack, o Caçador de Gigantes, A Garota da Capa Vermelha, e já estão previstas outras, como a versão de Cinderella – com o gatinho Richard Madden como o príncipe.

Porém, os filmes não estão agradando tanto, possivelmente por serem apenas mais do mesmo – e não pelos contos-de-fada. Aventuras cheias de efeitos especiais e coisas voando para justificar o 3D, que por vezes contam a história sem aprofundamento nenhum e com todas as coisas previsíveis que um roteiro “de herói” pode ter.

Neste João e Maria o que se salva são alguns elementos. Os figurinos e armas tem muito de steampunk, o que é muito interessante, o João sofre as consequências por ter sido engordado pela bruxa na infância e a animação no início do filme é muito bem feita.

O resto me fez lembrar de filmes como Matrix, Abracadabra e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, mas sem grande emoção. A história tinha potencial, já que João e Maria é um conto bem sinistro, e sua continuação tinha tudo para ser também – mas se perde em um roteiro fraco.

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Baseado nos personagens do conto tradicional alemão “Hänsel und Gretel”, coletado pelos irmãos Grimm em 1812. No Brasil o conto é conhecido como “João e Maria”. Os nomes no título original são os diminutivos dos nomes Johannes e Margarete.

Jeremy Renner, o João, é o Gavião Arqueiro nos filmes da Marvel sobre Os Vingadores, e Famke Janssen, a bruxa Muriel, é a Jean Grey dos X-Men.

Título Original: Hansel & Gretel: Witch Hunters
Origem e Ano: Alemanha e EUA, 2013
Direção: Tommy Wirkola
Roteiro: Tommy Wirkola
Gênero: Fantasia
Figurino: Marlene Stewart
Música: Atli Örvarsson

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#64 – Os Vingadores – The Avengers

Poster original.

Não sou grande conhecedora dos Vingadores, nem vi todos os filmes individuais que antecederam este longa, mas penso que cumpriu muito bem sua proposta de ser um dos grandes lançamentos comerciais do ano.
Embora não possa avaliar a fidelidade em relação às HQs, os efeitos especiais são muito bons, há alguma dose de humor, heróis com temperamentos diversos, clichês – o que seria dos blockbusters sem eles? – e me rendeu uma experiência bastante curiosa: de um lado estava meu namorado nerd, que adora esse tipo de filme, do outro lado uma das minhas melhores amigas e companheira nos filmes mais “lado B” possíveis. A parte boa é que Os Vingadores conseguiu ser um passatempo agradável para nós três, embora nossos perfis sejam muito diferentes.
Não preciso comentar que o título nacional “Os Vingadores – The Avengers” repete essa mania estranha dos distribuidores por subtítulos, explicações desnecessárias…
Quanto à caracterização, gosto dessa estética de história em quadrinhos, diferente do “realismo” que tentaram imprimir na trilogia X-Men.
O visual da Viúva Negra estava mais interessante em Homem de Ferro 2 – que não assisti ainda – e a camiseta do Black Sabbath vestida por Tony Stark é uma referência sutil e bem interessante: em 1970 a banda lançou a música Iron Man – o nome original de seu alter-ego. A réplica do já modelo pode ser encontrada em diversas lojas virtuais, e a música é esta aqui:

Black Sabbath – Iron Man (Paranoid, 1970)

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Baseado nos quadrinhos da Marvel Comics do grupo homônimo, criado por Stan Lee e Jack Kirby, que apareceu pela primeira vez em 1963.

Precedido pelos títulos individuais Homem de Ferro 1, Homem de Ferro 2, O Incrível Hulk, Capitão América: O Primeiro Vingador e Thor.

Título Original: The Avengers
Origem e Ano: EUA, 2012
Direção: Joss Whedon
Roteiro: Joss Whedon
Gênero: Ação
Figurino: Alexandra Byrne
Música: Alan Silvestri

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#53 – Batman & Robin

Poster original

Entre todos os filmes do Batman que foram feitos entre “Batman – O Filme” e “O Cavaleiro das Trevas”, este aqui é o que tem a nota mais baixa no IMDB. Confesso que estou postando mais para não desfalcar a série do que por lembrar efetivamente do enredo – que, aliás, se não me engano, é um enredo típico de “filme testosterona”, desses onde o machão perde a família e sai matando todo mundo pra vingar a morte dela – no caso, Mr Governador Freeze, que é o vilão, pois o cargo de mocinho já pertence ao Morcego.
O elenco conta também com o George Clooney, que pode até não ter sido o melhor Batman, mas foi o melhor queixo sob a máscara, sem dúvidas, Chris O’Donnell reprisando o Robin, Alicia Silverstone, que tem pontos comigo mais por ser vegana e militante dos direitos dos animais do que por seu trabalho como atriz e Uma Thurman, que eu adoro, mas que foi caracterizada de uma forma que faz a Hera Venenosa parecer a irmã gêmea do Charada do filme anterior.
Como o filme anterior, aliás, o “Batman e Robin” é exaustivamente colorido, cintilante e cheio de mamilos. Que diabo de fetiche tinham os figurinistas destes dois filmes, creio que ninguém nunca vai saber explicar.
Depois de ler alguns quadrinhos e pesquisar um pouco, a Hera Venenosa se tornou uma das minhas vilãs favoritas dos quadrinhos, mas certamente não foi graças a este filme, por mais que a Uma seja legal.

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Armadura com mamilos - o retorno.

Título Original: Batman & Robin
Origem e Ano: EUA e Reino Unido, 1997
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Akiva Goldsman com personagens de Bob Kane
Gênero: Ação
Figurino: Elliot Goldenthal
Música: Ingrid Ferrin e Robert Turturice

No IMDB.
No Adoro Cinema.