#86 – Thor 2: O Mundo Sombrio

Um belo pôster sem os protagonistas.

Um belo pôster sem os protagonistas.


Na segunda M., K. e P. fomos ao cinema assistir o segundo filme protagonizado pelo asgardiano Thor.
Não me lembro com muita riqueza de detalhes do primeiro filme, dirigido pelo lindo do Kenneth Branagh, mas tem muita gente achando a sequência, desta vez dirigida por Alan Taylor, que tem uma looonga carreira como diretor de séries de televisão.
Mas vamos às minhas impressões sobre o novo lançamento da Marvel-Disney!
O primeiro comentário que eu gostaria de fazer é justamente sobre ela: a Disney. Um monte de gente ficou por aí sofrendo que a Disney ia fazer os próximos Star Wars, que ia virar “princesas” e tudo mais, mas quem não for muito birrento pode se lembrar que os últimos filmes da Marvel e a franquia Piratas do Caribe não tem princesas e são um sucesso. Por isso sou levada a crer que as sequências de Star Wars podem ser tão boas quanto.
E já que mencionei Star Wars, teve várias cenas de Thor que me lembraram a trilogia dos anos 90-00 – ângulos de naves, entre outras sutilezas. E olha que nem eram cenas da Natalie Portman, que é a principal personagem feminina tanto em SW quanto na série do Deus do Trovão.
Enfim. Gostei muito do visual da produção, dos figurinos, acho o Heimdall um fofo, tudo foi muito bem construidinho, mas não achei a história muito empolgante – a trilogia do Homem de Ferro é bem mais legal. O que acaba dando muita graça MESMO é o Loki com seu sarcasmo. Dei boas risadas com ele, foi meu personagem favorito no filme.

[mais]

Baseado nos personagens criados por Stan Lee, Larry Lieber e Jack Kirby para a Marvel.

Título Original: Thor: The Dark World
Origem e Ano: EUA, 2013
Direção: Alan Taylor
Roteiro: Christopher Yost, Christopher Markus, Stephen McFeely, Don Payne e Robert Rodat.
Gênero: Aventura
Figurino: Wendy Partridge
Música: Brian Tyler

No IMDB.
No Adoro Cinema.

#84 – Cidade das Sombras

city_of_ember_ver5_xlg

Poster espanhol

Ou “o que é essa merda de tradução apelona?”. Mas vamos lá, desabafada a revolta, vamos ao filme.
Ele foi visto em uma das situações mais incomuns que já vi um filme na vida.
Isso foi no mês passado, aproveitamos que aqui no Rio Grande do Sul o dia 20 de setembro é feriado e fomos visitar meus avós no Paraná. Duas horas de voo naqueles aviões pequenos, que eu apelidei de teco-teco, quatro dias em Maringá, que pode até não ser a cidade fantasma que eu penso, mas é muito ruim na divulgação do que tem pra fazer. Calorão, uma chuvinha que ameaçava cair e nunca vinha de fato, até que na segunda de manhã, bem na hora do nosso voo, o aeroporto estava fechado por condições climáticas. Daí M. sugeriu que assistíssemos alguma coisa, e comentou que ficava imaginando como eu contaria essa história e que achava curioso ver referências a ele aqui no blog. Viu, amor, mais uma!
Um dos poucos filmes no computador que já estava com legendas neste dia, ainda que em inglês, era o City of Ember, que no Brasil recebeu esse título clichê que eu só descobri depois. E o tempo foi passando, voos foram cancelados, e nós lá, na sala de embarque, assistindo aventurinha juvenil. O filme acabou pouco antes do aeroporto abrir e nosso voo ser anunciado.
É bem parecido com aqueles livros de aventura e investigação que a gente lê na adolescência, com personagens em seus 14, 15 anos enfrentando perigos e conspirações. Depois também descobri que o roteiro foi escrito por Caroline Thompson, a mesma roteirista de Edward Mãos de Tesoura, mas não espere neste aqui o mesmo marco na cultura pop que foi sua colaboração com Tim Burton – repetida, inclusive, em O Estranho Mundo de Jack, produzido pelo diretor, e A Noiva Cadáver.
Ember é uma cidade subterrânea e por isso extremamente dependente de luz elétrica, mas a energia e os alimentos parecem à beira de um colapso – que, paralelamente a uma história de poder usurpado, pode ter a solução descoberta por uma jovem dupla.
Enquanto escolhia o trailer também me ocorreu que algumas pontas ficaram soltas na história, mas de uma forma o geral o filme cumpriria perfeitamente a função de uma boa Sessão da Tarde, como a dos idos anos 90.
Um ponto que merece nota é que Martin Landau e Bill Murray aparecem neste filme e também colaboraram em outros trabalhos de Tim Burton.

[mais]

Baseado no livro homônimo de Jeanne Duprau, publicado em 2003, que foi o primeiro volume de uma série de quatro histórias.

Título Original: City of Ember
Origem e Ano: EUA, 2008
Direção: Gil Kenan
Roteiro: Caroline Thompson
Gênero: Aventura
Figurino: Ruth Myers
Música: Andrew Lockington

No IMDB.
No TorrentButler.

#80 – Os Agentes do Destino

adjustment_bureau_ver2_xlg

Poster horizontal feito pela Empire Design

Sabe aqueles filmes que você não dá nada, que começa a assistir pensando que é uma coisa e no fim acaba surpreendendo? É bem este o caso de Os Agentes do Destino. Estava ali, entre os filmes que M. baixou porque “parecia interessante” – e às vezes vemos que são uma cilada – quando abrimos o arquivo parecia um filme meio policial, e aos pouco mostrou a que vinha: uma aventura misturada com romance e ficção científica, na qual um político com uma carreira promissora se apaixona por uma bela estranha e algum tempo depois se vê fugindo de uma organização secreta, que por algum motivo deseja impedi-lo de reencontrar a moça.

Como me impressionou muito bem, fui procurar um pouco mais a respeito, e descobri que a história original que inspirou o roteiro do clássico sci-fi é do mesmo autor dos textos que originaram Blade Runner e de Minority Report. No longa, a personagem de Emily Blunt aparece em cenas de dança, e sobre isso fiz outra descoberta – a companhia que aparece no filme é real! A Cedar Lake Company fica em Nova York, e a bailarina Acacia Schachte foi a dublê de corpo de Emily em algumas cenas do filme.

[mais]
O roteiro foi inspirado no conto “Adjustment Team” de Philip K. Dick, originalmente publicado em 1954. No Brasil, o conto foi lançado no livro Realidades Adaptadas, em 2012.

Título Original: The Adjustment Bureau
Origem e Ano: EUA, 2011
Direção: George Nolfi
Roteiro: George Nolfi
Gênero: Ficção Científica
Figurino: Kasia Walicka-Maimone
Música: Thomas Newman

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#73 – João e Maria: Caçadores de Bruxas

Joao-e-Maria-Cacadores-de-Bruxas-poster-07Dez2012

Poster brasileiro.

Há alguns anos é moda entre os estúdios de cinema reapresentar contos-de-fada tradicionais repaginados, seja recontando a história de um jeito mais divertido ou mais sombrio.

Talvez motivados pelo sucesso dos filmes do ogro verde Shrek, ou pegando carona no sucesso de bilheteria que foi a continuação de Alice no País das Maravilhas de Tim Burton, desde 2010 estas versões estão sempre presentes nas temporadas. Recentemente nós tivemos, além de João e Maria: Caçadores de Bruxas, Branca de Neve e o Caçador, Jack, o Caçador de Gigantes, A Garota da Capa Vermelha, e já estão previstas outras, como a versão de Cinderella – com o gatinho Richard Madden como o príncipe.

Porém, os filmes não estão agradando tanto, possivelmente por serem apenas mais do mesmo – e não pelos contos-de-fada. Aventuras cheias de efeitos especiais e coisas voando para justificar o 3D, que por vezes contam a história sem aprofundamento nenhum e com todas as coisas previsíveis que um roteiro “de herói” pode ter.

Neste João e Maria o que se salva são alguns elementos. Os figurinos e armas tem muito de steampunk, o que é muito interessante, o João sofre as consequências por ter sido engordado pela bruxa na infância e a animação no início do filme é muito bem feita.

O resto me fez lembrar de filmes como Matrix, Abracadabra e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, mas sem grande emoção. A história tinha potencial, já que João e Maria é um conto bem sinistro, e sua continuação tinha tudo para ser também – mas se perde em um roteiro fraco.

[mais]
Baseado nos personagens do conto tradicional alemão “Hänsel und Gretel”, coletado pelos irmãos Grimm em 1812. No Brasil o conto é conhecido como “João e Maria”. Os nomes no título original são os diminutivos dos nomes Johannes e Margarete.

Jeremy Renner, o João, é o Gavião Arqueiro nos filmes da Marvel sobre Os Vingadores, e Famke Janssen, a bruxa Muriel, é a Jean Grey dos X-Men.

Título Original: Hansel & Gretel: Witch Hunters
Origem e Ano: Alemanha e EUA, 2013
Direção: Tommy Wirkola
Roteiro: Tommy Wirkola
Gênero: Fantasia
Figurino: Marlene Stewart
Música: Atli Örvarsson

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#54 – Batman Begins

Poster teaser original

Mais um filme do Bátima! Tenho alguma memória de 2004/2005, quando as notícias da produção eram alvo de especulações desconfiadas nas rodinhas de fãs de quadrinhos.
Vi “Batman Begins” no fim de semana da estréia e automaticamente formulei meu “top 3”, com os dois do Tim Burton e este. Há um tempinho, comprei os dvds dos mais recentes e fiz uma sessão dupla, e na comparação dos dois filmes, a estética de Gothan do Begins me parece muito mais fiel aos quadrinhos e coerente com outros filmes do Morcego do que “O Cavaleiro das Trevas”, mas isso é assunto pra outro post.
Não posso evitar um comentário de tablóide: é o segundo filme do Batman que a mocinha é esposa do Tom Cruise, desta vez Katie Holmes, enquanto em “Batman Eternamente” era Nicole Kidman. Não me lembro de outros filmes da Katie Holmes, mas lembro de vários da Nicole, então só posso dizer que gosto mais da australiana, mesmo que sua participação tenha acontecido em uma adaptação não tão boa.
E tem o Batman. E Christian Bale tem o mérito de ter sido o melhor deles, convencendo muito bem como mauricinho e como herói que enche os malvadões de porrada. E sem mamilos na armadura!
Michael Caine, Morgan Freeman e Gary Oldman formam um excelente time de mocinhos ao lado do protagonista.
Os vilões também dão conta, o Espantalho assusta até fora da máscara, e eu creio que a escolha por personagens que ainda não haviam aparecido nos outros filmes foi bem acertada, pois assim reduziria comparações com os antecessores, que poderiam ter impactos negativos para a continuidade da franquia – as críticas positivas ao filme certamente deram credibilidade suficiente para que explorassem vilões “reprisados” no filme seguinte.
A proposta inédita de dar mais realismo aos personagens de Gothan foi muito bem conduzida e é um elemento a parte de interesse neste longa.

[mais]

Os figurinos foram desenvolvidos por Lindy Hemming, responsável por vestir 007, Lara Croft e os personagens de “Harry Potter e a Câmara Secreta” e do filme “O Bravo”, dirigido por Johnny Depp.

Título Original: Batman Begins
Origem e Ano: EUA e Reino Unido, 2005
Direção: Christopher Nolan
Roteiro: Christopher Nolan e David S. Goyer, baseados em história de David S. Goyer e personagens de Bob Kane.
Gênero: Aventura
Figurino: Lindy Hemming
Música: James Newton Howard e Hans Zimmer

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#52 – Batman Eternamente

Poster original

“Batman Eternamente” não tem muita coisa em comum com seus dois antecessores. O filme foi produzido por Tim Burton, mas dirigido por Joel Schumacher, o personagem principal deixou de ser interpretado pelo Beetlejuice Michael Keaton para ser encarnado pelo Jim Morrison Val Kilmer e ganhou uma estética muito, mas muito mais colorida do que os anteriores. Algumas resenhas até chamavam de “clubber”.
Eu me acostumei a ser um tanto flexível com filmes baseados em quadrinhos porque os próprios quadrinhos acabam sendo muito diferentes entre si. É só olhar como o Batman era no início e como foi se tornando complexo e sombrio conforme mudava a equipe por trás das histórias. Mas o grande problema dos dois filmes dirigidos por Joel Schumacher é que brilham demais, são coloridos demais, tem mamilos demais – quem nunca ouviu falar da armadura do Morcego com mamilos, que incomodou horrores os fãs, e não sem razão? – e tudo isso se sobrepõe ao roteiro. Eu lembro mais do filme por suas cores do que por sua história, e devo ter assistido em pelo menos metade das vezes que passou na televisão e até na escola.
A Nicole Kidman está linda, acho que foi a “mocinha” mais bonita nos filmes do Batman até hoje, e em algumas revistas antigas vi que sua atuação foi bem elogiada na época. O Chris O’Donnell também está bonito, mas o Robin é muito rasinho pra um moço que acabou de ver os pais serem assassinados pelo Duas Caras.
Pelo que me recordo, não acho que o filme seja necessariamente ruim, mas não está entre meus três preferidos entre as franquias.

[mais]

A incompreensível armadura com mamilos.

As canções “Kiss From a Rose” do Seal e “Hold Me, Thrill Me, Kiss Me, Kill Me” do U2 receberam indicações no MTV Movie Awards de 1996.

Título Original: Batman Forever
Origem e Ano: EUA e Reino Unido, 1995
Direção: Joel Schumacher
Roteiro: Lee Batchler, Janet Scott Batchler e Akiva Goldsman, baseado em história de Lee Batchler e Janet Scott Batchler e personagens de Bob Kane.
Gênero: Aventura
Figurino: Ingrid Ferrin e Bob Ringwood
Música: Elliot Goldenthal

No IMDB.
No Adoro Cinema.

#48 – Batman Returns

Poster original, no melhor estilo Tim Burton


Perdi a conta de quantas vezes assisti “Batman Returns”. Foi o segundo longa do Batman dirigido por Tim Burton, tão controverso quanto o primeiro. De qualquer maneira, é um dos meus preferidos também, tem aquela mesma pegada ‘dark’ do anterior, que Tim Burton domina tão bem.
Soube que Michele Pfeiffer foi cotada para ser Vicki Vane e ainda bem que não ficou com o papel, pois sua Mulher Gato é fantástica. É interessante notar que, como Nina, de “Cisne Negro”, Selina Kyle é uma mulher infantilizada, com a sexualidade reprimida e, ao assumir sua personalidade felina, rompe com tudo isso – o que fica ainda mais evidente por sua roupa preta ser de vinil, que remete ao fetiche.
Christopher Walken tem uma expressão fria que o torna muito convincente como vilão – e neste caso é interessante, pois seu nome é “Max Shreck”, que é o nome do ator que interpretou o Nosferatu no filme homônimo de 1922.
O Pinguim me dava muito medo na infância. Anos depois, tenho uma percepção diferente, é como se ele fosse uma mistura de Frankenstein com Corcunda de Notre Dame – uma criança deformada que, desprezada pelos pais, começa a se revoltar com o mundo que o excluiu e decide destruir o que puder para se vingar. Os trejeitos que Danny DeVito empresta ao personagem contribuem para deixá-lo ainda mais assustador e incômodo.
E o Batman. É difícil falar do Batman do Michael Keaton, acho que ele encarnou o lado mais insosso do herói, que está ali para salvar o dia e fim, não explorou toda a complexidade potencial que tem no Cavaleiro das Trevas.

[mais]

Roteiro baseado em história de Daniel Waters e Sam Hamm, com personagens criados por Bob Kane.

Título Original: Batman Returns
Origem e Ano: EUA e Reino Unido, 1992
Direção: Tim Burton
Roteiro: Daniel Waters
Gênero: Aventura
Figurino: Bob Ringwood
Música: Danny Elfman

No IMDB.
No Adoro Cinema.