#27 – Eclipse

Poster original.

Das três partes da série lançadas até então, “Eclipse” é a melhor.
Na realidade, poderiam ter adaptado os três livros em um, dando mais destaque pra este, por ter mais ação e um pouco mais de enredo.
Nesta parte, o triângulo amoroso entre Bella, Jacob e Edward é apenas um dos conflitos – há uma batalha contra um exército de vampiros recém criados se aproximando (apesar que isso também tem em “Sétimo” de André Vianco, com direito a lobos, helicópteros e confusão na cidade, mas já que estou falando do filme, não do livro, só vou fazer este breve comentário) e os Volturi estão vigiando os vampiros da família de Edward.
Ainda não escapa de alguns momentos risíveis, como a cena onde Edward assiste sua namorada e Jacob dormirem abraçados para que ela não congele (!!!). Aliás, se a protagonista fosse mais legal, daria até pra torcer para o lobisomem conseguir conquistá-la, pois não vejo no tal vampiro uma profundidade maior que a de um pires – mas como a mocinha compartilha desta complexidade, melhor deixar o lobo fora disso.
Porém, o filme tem alguns momentos interessantes, como os flashbacks que mostram como alguns dos Cullen foram transformados em vampiros.
A última parte da série, correspondente a “Amanhecer”, o quarto livro, foi dividida em dois filmes – como “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, mas pelo que assisti até aqui, neste caso a decisão me parece puramente comercial – com lançamentos previstos para novembro de 2011 e 2012.

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Adaptação do livro Eclipse, de Stephanie Meyer, publicado em 2007.

Direção: David Slade
Figurino: Tish Monaghan
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Howard Shore

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#26 – A Garota da Capa Vermelha

Poster original.

Faço uma pausa na série “Crepúsculo” para comentar um filme que está bastante relacionado a ela – até mais do que devia, eu diria.
Este aqui eu assisti antes de ver a série, e ao ver “Lua Nova” imediatamente pensei que “A Garota da Capa Vermelha” foi o jeito de Catherine Hardwicke fazer seu “personal Lua Nova”, já que foi substituída nos filmes seguintes da série. Até os pais das protagonistas são interpretados pelo mesmo ator – Billy Burke.

Pelos pôsteres e sinopses, prometia ser um bom filme de suspense, já que é quase espontâneo pensar no conto da “Chapeuzinho Vermelho” de uma maneira mais sombria. Converter o lobo em um lobisomem parecia ser um diferencial mais interessante do que uma eventual “atualização” da fábula e, coroando tudo isso, as imagens de divulgação eram belíssimas.
Porém, só correspondeu às expectativas estéticas e, ainda assim, com alguns detalhes incômodos.

O roteiro é raso – uma mistura de romance teen e soluções óbvias para a adaptação do conto – as atuações são opacas e possui todos os elementos que tornam “Crepúsculo” fraco, tendo mais tomadas aéreas de florestas canadenses e músicas de bandas atuais de rock do que enredo.
A melhor atuação do filme é a de Gary Oldman – mas sua personagem tem uma identidade tão rasa que em alguns momentos se torna muito semelhante ao Conde Drácula, interpretado pelo próprio Oldman em 1992, nas cenas de batalha de “Drácula de Bram Stoker”.

Já os figurinos são interessantes. A história se passa em uma vilazinha na idade média, época em que os tecidos eram caros e os teares estreitos – assim, as personagens vestem uma mesma roupa do início ao fim.
O vestido da protagonista tem faixas de tecido unidas por cadarços e o momento que ganha a capa vermelha marca justamente a passagem da sua juventude tranquila para o momento onde todos os problemas começam a aparecer, e até mesmo a própria capa acaba tornando-se um elemento problemático em uma cena onde acusam o vermelho de ser “a cor do diabo”.
Outro figurino interessante é o do lenhador Peter, por quem Valerie (a “Chapeuzinho”) é apaixonada. Como não é um rapaz “certinho” e a moça está prometida em casamento para outro, seu visual é desalinhado – cabelo despenteado, vestindo uma capa preta não sobre os ombros, mas em diagonal sobre um ombro só.

A fotografia do filme é bonita também, o cenário da vila e da casa da avó ajudam no tom de suspense, mas os espinhos exagerados nas árvores incomodam – talvez a floresta fosse mais assustadora se fosse mais realista.
Outro elemento dispensável – e que talvez ajudasse a não relacionar com os lobisomens de Stephanie Meyer – é a cena onde a mocinha se vê refletida nos olhos do lobisomem, pois é simplesmente igual a uma cena de “Lua Nova”.

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O livro “A Garota da Capa Vermelha“, de Sarah Blakley-Cartwright e David Leslie Johnson foi baseado no roteiro do filme.

Direção: Catherine Hardwicke
Figurino: Cindy Evans
Origem: EUA e Canadá
Gênero: Fantasia
Roteiro: David Johnson
Música: Alex Heffes e Brian Reitzell

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#25 – Lua Nova

Poster americano com os Volturi

Dando sequência à série, vou falar de “Lua Nova”. Só pela mudança da direção, que passa de Catherine Hardwicke para Chris Weitz, já melhora um pouco em relação ao primeiro.
Mas continua sem ter muito enredo. Edward decide se afastar de Bella, e a maior parte do filme se concentra na obsessão dela por revê-lo, colocando a vida em risco pra ver seu “herói” – mesmo que seja através de alucinações. Os lobisomens ganham mais espaço na história, apesar de eles também ganharem um perfil heróico, diferente dos lobisomens que vemos em outras obras de ficção, me parecem personagens mais complexos que os vampiros.
Também aparecem de leve os vampiros vilões que sobraram de “Crepúsculo” e os Volturi, que são um tipo de “clã regulador”, que determina as regras para todos os vampiros e pune quem as desrespeita. Neste ponto, o destaque fica pra Dakota Fanning, que deixou de ser a menininha assustadora de “Amigo Oculto” para se tornar uma moça bastante expressiva, considerada um dos talentos mais promissores de sua geração, e que assume muito bem a personagem cruel.

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Adaptação de Lua Nova, de Stephenie Meyer, continuação de “Crepúsculo” publicada em 2006.

Direção: Chris Weitz
Figurino: Tish Monaghan
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Alexandre Desplat

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#24 – Crepúsculo

Poster original.

Já que o último filme era polêmico e tratava de relacionamentos pouco convencionais, vou entrar aqui na série “Crepúsculo”.
Antes que alguém se desespere, não estou comparando nem nivelando os dois filmes.

Como já mencionei em outro post, eu me aborreço muito com pessoas que não usam o senso crítico, e isso inclui “haters”, que se limitam a falar mal de alguma coisa só porque um grupo de pessoas está falando. Por isso, decidi ver “Crepúsculo”. Não para “falar mal conhecendo”, mas sim para compreender porque tanta polêmica sobre uma série que me parecia tão água-com-açúcar, apesar de apresentar vampiros que destruiam o mito que mais me encantou por toda a vida.

Quando li a sinopse, tive a impressão que Stephanie Meyer estava plagiando um livro brasileiro muito mais interessante que a série dela: “Os Noturnos“, de Flávia Muniz. Depois, tentei ler o livro e não consegui, pois a construção da história lembrava muito as coisas que eu escrevia aos doze anos – francamente imaturo para ser considerado literatura.

Indo direto ao filme: como vi outro da mesma diretora, posso dizer que “Crepúsculo” poderia ser melhor com outra direção. Não muito melhor, na realidade, pois o enredo é fraquinho e traz alguns momentos risíveis, como na cena que Edward revela à Bella que pode ler pensamentos, mas não os dela – me ocorreu na hora que era porque a mocinha não pensava. As pausas dramáticas são pedantes. A coleção de diplomas do segundo grau na parede da casa dos vampiros é o tipo de coisa que deveria ter sido excluída na edição, é desnecessária até como “fator humorístico”. E o “vampiro que brilha no sol” e que não bebe sangue humano me faz pensar porque a autora decidiu falar sobre vampiros se não utiliza praticamente nenhuma característica deles. Poderia utilizar outros elementos sobrenaturais, criar algo novo, mas da forma como o universo de “Crepúsculo” é construído, a impressão que eu tenho é que a chance de fazer algo realmente interessante foi perdida.
E porque diabos a série tem tantos fãs? Simples: é fácil de assimilar. Tem protagonistas “certinhos e bonitinhos”, nada é muito complicado – ao contrário de “Último Tango em Paris“, por exemplo.

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Adaptação do livro Crepúsculo, de Stephenie Meyer, publicado em 2005.

Direção: Catherine Hardwicke
Figurino: Wendy Chuck
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Carter Burwell

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.