#67 – Belas Artes – A Esquina do Cinema (Compacto)

Não sei se o documentário “Belas Artes – A Esquina do Cinema” já teve sua versão final lançada. O que pude encontrar foi este compacto de dezoito minutos que, mais uma vez, me fez chorar emocionada por este cinema que, não só para mim – e isso vocês podem ver no vídeo, logo abaixo – mas para tantas outras pessoas, de tantas gerações e origens diferentes, faz uma falta que é impossível descrever com palavras. Eu mesma já disse muita coisa, e no vídeo minhas palavras encontraram eco e complemento. As lágrimas nos meus olhos também foram compartilhadas por tantos outros frequentadores, das velhinhas que iam lá desde a juventude às pessoas da minha geração, que encontravam ali muito mais que uma alternativa cultural, mas toda uma experiência que em nenhuma outra sala poderia ser vivenciada.

No último dia 23 iniciou-se uma CPI para apuração da regularidade do processo de tombamento.

Aqui, mesmo longe, eu continuo torcendo para que ele volte a existir ali, naquela esquina onde eu já quis morar só pra ficar perto do “meu” cinema.

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Origem e Ano: Brasil, 2011
Direção: Fabio Ornelas
Gênero: Documentário

Filme completo:

Postagem extra. Quarta-feira tem mais.

#43 – Onde Andará Dulce Veiga?

Poster original.

“Onde Andará Dulce Veiga?” era um filme que eu tinha muito medo de assistir, pois adaptava para o cinema um dos meus livros preferidos com um elenco cheio de “globais”.
Mas, como devoradora de livros do Caio Fernando Abreu que sou, lá estava eu no Belas Artes, em outubro de 2007, para ver uma das poucas exibições do filme durante a 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Perdi os primeiros segundos da exibição, mas não saí da sala antes de acabar os créditos. E, exceto pela modificação pasteurizada da cena final, que me aborreceu horrores, o filme é muito bom.
Hoje me pergunto “onde andará o filme?”, pois não consegui encontrá-lo em dvd nem em torrent. No máximo, consegui assistir novamente online. Conta a história de um jornalista que, ao descobrir que a vocalista de uma nova banda de rock é filha de uma antiga diva do rádio, passa a investigar o paradeiro da mãe, que desapareceu misteriosamente durante as gravações de um filme há décadas atrás.
Em uma mistura de ilusões e memórias do jornalista – que no livro não tem nome, mas no filme foi batizado de Caio – com a investigação que o leva a lugares inusitados, o longa atravessa o submundo ao som de canções muitas vezes inspiradas em textos do próprio Caio Fernando Abreu, além de ter outras referências até nos créditos finais. A adaptação e direção ficaram por conta de Guilherme de Almeida Prado, que foi amigo do Caio, e talvez por isso não tenha deixado a história se perder.
Quanto às músicas, enquanto para o cinema foi composta uma trilha original, no livro a canção que faz o jornalista se lembrar de Dulce Veiga é “Nada Além“, de Orlando Silva.

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Adaptação do livro Onde Andará Dulce Veiga? – Um Romance B, de Caio Fernando Abreu, publicado em 1990.
Caio nasceu em 12 de setembro de 1948, em Santiago-RS. Morreu aos 47 anos, no dia 25 de fevereiro de 1996, em Porto Alegre-RS. Hoje completaria 63 anos.

Título Original: “Onde Andará Dulce Veiga?”
Origem e Ano: Brasil, 2007
Direção: Guilherme de Almeida Prado
Roteiro: Guilherme de Almeida Prado
Gênero: Drama
Figurino: Fábio Namatame
Música: Hermelino Neder

No IMDB.
No Adoro Cinema.
Roteiro integral, no site da Imprensa Oficial.

#39 – Ilha das Flores (Curta)

Poster original.

Relacionado ao “Ossário” por abordar o assunto da poluição, hoje também estou postando um curta, desta vez “Ilha das Flores”, premiado em 1990 com o Urso de Prata no festival de Berlin.
Apesar de já ter mais de vinte anos e ser frequentemente exibido em aulas de ciências, eu nunca tinha assistido, e só lembrei de ir atrás porque há uns dias, retornando de uma viagem, passamos por uma placa que dizia “Ilha das Flores” e meu namorado comentou do filme.
A construção do vídeo é muito interessante, a narração de Paulo José é muito boa, mas a realidade ali exibida é de partir o coração.
Não sei como está a Ilha das Flores atualmente, mas gostaria de ter notícias – de preferência boas, apesar de duvidar um pouco delas neste nosso país maluco.

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Título Original: Ilha das Flores
Origem e Ano: Brasil, 1990
Direção: Jorge Furtado
Roteiro: Jorge Furtado
Gênero: Documentário

Filme completo:

No IMDB.
Roteiro integral, no site da Casa de Cinema de Porto Alegre.

#38 – Ossário (Curtas)

Orion trabalhando, 2006

Os últimos dias estão sendo uma enorme correria para mim, pois estou redigindo meu tcc. Entre o material pesquisado para meu projeto, cheguei aos vídeos que estou postando aqui hoje.

“Ossário” é uma intervenção conhecida como “Reverse Gaffiti”, realizada por Alexandre Orion em túneis da cidade de São Paulo, como uma crítica à poluição.
Em 2010, uma exposição com réplicas da intervenção e vídeos foi realizada pelo CCBB.
Abaixo está o vídeo principal, uma reportagem do programa Metrópolis e o registro de uma obra feita com a fuligem dos túneis retirada por Orion durante a intervenção.

Ossário:

Reportagem do Metrópolis:

Poluição sobre tela:

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Site oficial

Origem e Ano: Brasil, 2006
Gênero: Documentário

#22 – Curtas

Hoje vou fazer um pouco diferente: invés de postar comentários sobre um filme, vou postar dois curtas.
Um deles é diretamente ligado ao filme de ontem: o excelente “Vincent” (1982), escrito e dirigido por Tim Burton. O outro, “Rios e Ruas”, não se relaciona por tema, e sim porque apareceu há poucos minutos, enquanto eu lia este artigo sobre os rios de São Paulo e procurava algum outro curta interessante para postar.

Os dois estão completos, com as respectivas informações abaixo dos vídeos.

Vincent, legendado em português:

Direção: Tim Burton
Origem: EUA
Gênero: Animação (Stop Motion)
Ano: 1982
Roteiro: Tim Burton
Música: Ken Hilton
Elenco: Vincent Price (narrador)

No IMDB.
Poema original transcrito no The Tim Burton Colective

Rios e Ruas – Descobrindo os Rios Invisíveis da Metrópole:

Vídeo-documentário da Oficina e Bike Tour Rios e Ruas, realizados no Hub Escola de Verão, em Fev/2011.
Imagens e Edição: José Renato Bergo
Imagens adicionais: Eduardo Shimahara
Coordenadores: José Bueno e Luiz de Campos Jr.
Cenas de vídeo em exibição: !sso não é normal – Cia de Foto e Denis Russo Burgierman.
Origem: Brasil
Gênero: Documentário
Ano: 2011

No Facebook.

#11 – Presença de Anita (1951)

Poster tão difícil de encontrar quanto informações sobre o filme.

A história de “Presença de Anita” não é tão estranha à maioria das pessoas desde que houve a minissérie na televisão.
Antes dela, porém, foi realizado um filme na extinta Cinematográfica Maristela, em 1951.
Descobri a existência deste filme há alguns dias, pois o CCBB-SP está com uma mostra sobre o estúdio, então fui lá conferir.
O livro foi publicado em 1948 e adaptado pro cinema apenas três anos depois, de uma maneira muito interessante, talvez até mantendo uma boa fidelidade ao texto original por ter sido realizado na mesma época.
Gostei bastante do que vi hoje no CCBB – apesar de em alguns momentos ter atuações que só consigo definir como estranhas, “Presença de Anita” tem jeito de filme noir por sua história envolvendo uma paixão controversa, crime e alguns momentos onde os personagens demonstram traços sombrios. Ainda vai ser exibido algumas vezes durante esta mostra, então quem estiver em São Paulo e quiser dar uma passada, aproveite!

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Foi o primeiro filme produzido pela Cinematográfica Maristela, baseado no livro Presença de Anita, de Mário Donato. O estúdio ficava no Jaçanã, Zona Norte de São Paulo, e teria influenciado a composição da música “Trem das Onze

Álbum de fotos feito pela organização da Mostra.

Direção: Ruggero Jacobbi
Origem: Brasil
Gênero: Drama
Roteiro: Ruggero Jacobbi
Música: Enrico Simonetti

Não tem trailer, mas dá pra ver inteiro no Youtube

No IMDB.
Na Wikipédia.
No Megaupload.

#01 – O Passado

Poster brasileiro.

Decidi começar com “O Passado” por causa da premissa do filme: ele começa onde um relacionamento termina.
Para mim, o que está terminando – e desta forma iniciando outras coisas – é um ciclo complexo que começou na metade de 2007.
Inaugurar esta página também é uma maneira simbólica de iniciar outro ciclo.

Um ponto interessante deste filme é o destaque dado ao quadro “O Beijo” e Gustav Klimt.

Assisti este filme em 2007, no Belas Artes – Consolação, São Paulo-SP.

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Baseado no livro “O Passado”, de Alan Pauls
Direção: Hector Babenco
Origem: Argentina, Brasil
Gênero: Drama

No IMDB.
No Adoro Cinema.