#64 – Os Vingadores – The Avengers

Poster original.

Não sou grande conhecedora dos Vingadores, nem vi todos os filmes individuais que antecederam este longa, mas penso que cumpriu muito bem sua proposta de ser um dos grandes lançamentos comerciais do ano.
Embora não possa avaliar a fidelidade em relação às HQs, os efeitos especiais são muito bons, há alguma dose de humor, heróis com temperamentos diversos, clichês – o que seria dos blockbusters sem eles? – e me rendeu uma experiência bastante curiosa: de um lado estava meu namorado nerd, que adora esse tipo de filme, do outro lado uma das minhas melhores amigas e companheira nos filmes mais “lado B” possíveis. A parte boa é que Os Vingadores conseguiu ser um passatempo agradável para nós três, embora nossos perfis sejam muito diferentes.
Não preciso comentar que o título nacional “Os Vingadores – The Avengers” repete essa mania estranha dos distribuidores por subtítulos, explicações desnecessárias…
Quanto à caracterização, gosto dessa estética de história em quadrinhos, diferente do “realismo” que tentaram imprimir na trilogia X-Men.
O visual da Viúva Negra estava mais interessante em Homem de Ferro 2 – que não assisti ainda – e a camiseta do Black Sabbath vestida por Tony Stark é uma referência sutil e bem interessante: em 1970 a banda lançou a música Iron Man – o nome original de seu alter-ego. A réplica do já modelo pode ser encontrada em diversas lojas virtuais, e a música é esta aqui:

Black Sabbath – Iron Man (Paranoid, 1970)

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Baseado nos quadrinhos da Marvel Comics do grupo homônimo, criado por Stan Lee e Jack Kirby, que apareceu pela primeira vez em 1963.

Precedido pelos títulos individuais Homem de Ferro 1, Homem de Ferro 2, O Incrível Hulk, Capitão América: O Primeiro Vingador e Thor.

Título Original: The Avengers
Origem e Ano: EUA, 2012
Direção: Joss Whedon
Roteiro: Joss Whedon
Gênero: Ação
Figurino: Alexandra Byrne
Música: Alan Silvestri

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#59 – Amanhecer: Parte 1

Poster teaser original

Eu me propus a assistir a série “Crepúsculo” com o propósito de enfrentar meu preconceito. O máximo que consegui foram algumas horas de entretenimento mais ou menos. Os dois primeiros filmes poderiam ser um só – e ainda seria fraco. O terceiro é melhorzinho, e este, que é o penúltimo da série (creio eu, mas como a Meyer lançou mais dois livros de vampiro depois, não duvido nada que venham mais dois filmes pra fechar duas trilogias…) explora algumas coisas de filmes de terror, coloca alguma carga dramática, mas não dá pra fazer milagre com uma historinha tão mixuruca.
A mocinha casa com o vampiro. Estranhamente, os vampiros que brilham no sol não cintilam uma única vez, mesmo com a cerimônia diurna ao ar livre.
Antes do casamento, Edward vai até o quarto da Bella pra “se confessar”, dizer que no passado matou umas pessoas. E nessa hora meu cérebro apitou, afinal de contas ele aparece em flashback em um cinema, com cenas enxertadas de um filme antigo. Já viu isso antes? Eu já. O nome do vampiro é Louis e o filme “Entrevista com o Vampiro”. Mas as pessoas que ele matava eram bandidos. Coincidentemente, o Lestat também agia assim. Pronto, o filme perdeu meu respeito antes de completar cinco minutos, só pelo plágio.
Depois do casamento, o noivo não quer saber de sexo e a noiva vai ficando neurótica. Já viram isso em “Maria Antonieta”, da Sofia Coppola? Poisé.
Alguns elementos foram felizes: os efeitos especiais dos lobos ficaram bons, e a Kristen não é inexpressiva como insistem em dizer. Na cena do casamento ela transmite direitinho a ansiedade, e durante a gravidez aparece cadavérica, assustadora.
O final foi uma droga, mesmo que tenha continuação, ficou com cara de edição feita de qualquer jeito, que não explica nada e se aproveita do momento de tensão anterior pra passar batido. O gancho pra continuação ficou mal feito.

Enfim, hoje escolhi assistir este entre os mais de 70 que estão na minha lista de espera porque estou me recuperando do cansaço mental de fazer e apresentar o tcc, então queria algo mais fácil, que não me exigisse pensar. Até que cumpriu…

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Adaptação de “Amanhecer“, quarto livro da série “Crepúsculo” da estadunidense Stephenie Meyer, publicado em 2008.

Croqui de Carolina Herrera do vestido usado no casamento de Bella e Edward.

Título Original:The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 1
Origem e Ano: EUA, 2011
Direção: Bill Condon
Roteiro: Melissa Rosenberg
Gênero: Fantasia
Figurino: Michael Wilkinson (vestido de noiva de Carolina Herrera).
Música: Carter Burwell

No IMDB.
No Adoro Cinema.
Site oficial.

#27 – Eclipse

Poster original.

Das três partes da série lançadas até então, “Eclipse” é a melhor.
Na realidade, poderiam ter adaptado os três livros em um, dando mais destaque pra este, por ter mais ação e um pouco mais de enredo.
Nesta parte, o triângulo amoroso entre Bella, Jacob e Edward é apenas um dos conflitos – há uma batalha contra um exército de vampiros recém criados se aproximando (apesar que isso também tem em “Sétimo” de André Vianco, com direito a lobos, helicópteros e confusão na cidade, mas já que estou falando do filme, não do livro, só vou fazer este breve comentário) e os Volturi estão vigiando os vampiros da família de Edward.
Ainda não escapa de alguns momentos risíveis, como a cena onde Edward assiste sua namorada e Jacob dormirem abraçados para que ela não congele (!!!). Aliás, se a protagonista fosse mais legal, daria até pra torcer para o lobisomem conseguir conquistá-la, pois não vejo no tal vampiro uma profundidade maior que a de um pires – mas como a mocinha compartilha desta complexidade, melhor deixar o lobo fora disso.
Porém, o filme tem alguns momentos interessantes, como os flashbacks que mostram como alguns dos Cullen foram transformados em vampiros.
A última parte da série, correspondente a “Amanhecer”, o quarto livro, foi dividida em dois filmes – como “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, mas pelo que assisti até aqui, neste caso a decisão me parece puramente comercial – com lançamentos previstos para novembro de 2011 e 2012.

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Adaptação do livro Eclipse, de Stephanie Meyer, publicado em 2007.

Direção: David Slade
Figurino: Tish Monaghan
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Howard Shore

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#25 – Lua Nova

Poster americano com os Volturi

Dando sequência à série, vou falar de “Lua Nova”. Só pela mudança da direção, que passa de Catherine Hardwicke para Chris Weitz, já melhora um pouco em relação ao primeiro.
Mas continua sem ter muito enredo. Edward decide se afastar de Bella, e a maior parte do filme se concentra na obsessão dela por revê-lo, colocando a vida em risco pra ver seu “herói” – mesmo que seja através de alucinações. Os lobisomens ganham mais espaço na história, apesar de eles também ganharem um perfil heróico, diferente dos lobisomens que vemos em outras obras de ficção, me parecem personagens mais complexos que os vampiros.
Também aparecem de leve os vampiros vilões que sobraram de “Crepúsculo” e os Volturi, que são um tipo de “clã regulador”, que determina as regras para todos os vampiros e pune quem as desrespeita. Neste ponto, o destaque fica pra Dakota Fanning, que deixou de ser a menininha assustadora de “Amigo Oculto” para se tornar uma moça bastante expressiva, considerada um dos talentos mais promissores de sua geração, e que assume muito bem a personagem cruel.

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Adaptação de Lua Nova, de Stephenie Meyer, continuação de “Crepúsculo” publicada em 2006.

Direção: Chris Weitz
Figurino: Tish Monaghan
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Alexandre Desplat

No IMDB.
No Adoro Cinema.
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#24 – Crepúsculo

Poster original.

Já que o último filme era polêmico e tratava de relacionamentos pouco convencionais, vou entrar aqui na série “Crepúsculo”.
Antes que alguém se desespere, não estou comparando nem nivelando os dois filmes.

Como já mencionei em outro post, eu me aborreço muito com pessoas que não usam o senso crítico, e isso inclui “haters”, que se limitam a falar mal de alguma coisa só porque um grupo de pessoas está falando. Por isso, decidi ver “Crepúsculo”. Não para “falar mal conhecendo”, mas sim para compreender porque tanta polêmica sobre uma série que me parecia tão água-com-açúcar, apesar de apresentar vampiros que destruiam o mito que mais me encantou por toda a vida.

Quando li a sinopse, tive a impressão que Stephanie Meyer estava plagiando um livro brasileiro muito mais interessante que a série dela: “Os Noturnos“, de Flávia Muniz. Depois, tentei ler o livro e não consegui, pois a construção da história lembrava muito as coisas que eu escrevia aos doze anos – francamente imaturo para ser considerado literatura.

Indo direto ao filme: como vi outro da mesma diretora, posso dizer que “Crepúsculo” poderia ser melhor com outra direção. Não muito melhor, na realidade, pois o enredo é fraquinho e traz alguns momentos risíveis, como na cena que Edward revela à Bella que pode ler pensamentos, mas não os dela – me ocorreu na hora que era porque a mocinha não pensava. As pausas dramáticas são pedantes. A coleção de diplomas do segundo grau na parede da casa dos vampiros é o tipo de coisa que deveria ter sido excluída na edição, é desnecessária até como “fator humorístico”. E o “vampiro que brilha no sol” e que não bebe sangue humano me faz pensar porque a autora decidiu falar sobre vampiros se não utiliza praticamente nenhuma característica deles. Poderia utilizar outros elementos sobrenaturais, criar algo novo, mas da forma como o universo de “Crepúsculo” é construído, a impressão que eu tenho é que a chance de fazer algo realmente interessante foi perdida.
E porque diabos a série tem tantos fãs? Simples: é fácil de assimilar. Tem protagonistas “certinhos e bonitinhos”, nada é muito complicado – ao contrário de “Último Tango em Paris“, por exemplo.

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Adaptação do livro Crepúsculo, de Stephenie Meyer, publicado em 2005.

Direção: Catherine Hardwicke
Figurino: Wendy Chuck
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Carter Burwell

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No TorrentButler.

#20 – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Poster original - Tudo termina em 15 de julho

Em letras grandes, o cartaz anunciava: Tudo termina em 15 de julho.
E lá fui eu para o cinema na estréia, com o coração na mão, sabendo que teria diante de meus olhos os momentos finais de aventuras que duraram uma década, que acompanharam toda minha adolescência – mais os livros que os filmes, é verdade, mas mesmo sabendo como seria o final por ter lido “As Relíquias da Morte” anos antes, estava emocionada.
Aproveito para comentar que DETESTO cinema de shopping, pois não é raro encontrar pessoas que se comportam como bugios enlouquecidos e que pensam que todos ali acham divertido gastar um dinheiro que não é pouco pra ver um babaca tagarelando durante o filme. Mas respirei fundo e me concentrei na tela, onde “As Relíquias da Morte: parte 2” começava exatamente do mesmo ponto onde a primeira parte parou, como se fossem efetivamente um filme só. Ponto pra adaptação.
Se a parte anterior teve um ritmo mais lento, nesta aqui as coisas começam a se desenrolar numa velocidade crescente, com uma urgência maior. A guerra já começou, Voldemort sabe que está sendo perseguido – e sabe que estão seguindo as pistas certas – tornando-se mais agressivo.
Em Hogwarts, paralelamente à busca de Harry, Rony e Hermione, um grupo de alunos também organizou um foco de resistência. O passado encontra o presente de uma maneira emocionante, num ápice digno dos maiores clássicos do gênero.
É um final bonito, que não deixa nada a desejar à série, concluindo-a com a classe merecida. Arrisco dizer que é o melhor filme entre todos os oito.
Saí do cinema com algumas lágrimas no rosto e uma saudade enorme dos livros.

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Segunda parte da adaptação do livro “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, de J.K. Rowling, de 2007, finalizando 14 anos depois, um ciclo que começou com a publicação de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, em 21 de julho de 1997.

Direção: David Yates
Figurino: Jany Temime
Origem: EUA, Reino Unido
Gênero: Fantasia
Roteiro: Steve Kloves
Música: Alexandre Desplat

No IMDB.
No Adoro Cinema.

#19 – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

Poster com o Prof. Snape, um dos personagens mais importantes da série.

“As Relíquias da Morte: Parte 1” não é um filme com muita ação, assim como a primeira parte do livro que o originou. É como se fosse a segunda parte de uma trilogia, pois dá continuidade ao que ficou aberto em “O Enigma do Príncipe’ e introduz a batalha final que se aproxima.
Voldemort finalmente está retomando o poder e até mesmo a escola se torna um lugar onde Harry não pode aparecer – desta maneira, ele, Rony e Hermione não retornam a Hogwarts, mas iniciam uma fuga e ao mesmo tempo a busca pelas Horcruxes, que precisam ser destruídas para enfraquecer o Lord das Trevas.
Creio que neste filme, o desafio maior para os personagens na realidade seja lidar com as próprias emoções – o que não é uma tarefa tão simples, muito menos na adolescência e, neste caso, com uma guerra se iniciando.

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Adaptação do livro “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, de J.K. Rowling, publicado originalmente em julho de 2007 no Reino Unido – exatamente 10 anos depois da publicação do primeiro livro da série, “Harry Potter e a Pedra Filosofal. A tradução brasileira foi publicada menos de quatro meses depois.
Em 2007 chegava aos cinemas a adaptação do 5º livro, “Harry Potter e a Ordem da Fênix”.

Direção: David Yates
Figurino: Jany Temime
Origem: EUA, Reino Unido
Gênero: Fantasia
Roteiro: Steve Kloves
Música: Alexandre Desplat

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.