#49 – Quanto Mais Quente Melhor

Poster original

“Quanto Mais Quente Melhor” é um desses filmes que sempre aparece nas listas de melhores, e que eu já estava em débito de assistir há algum tempo.
Se por um lado o filme é uma comédia genial, por outro é meio triste saber que Marilyn Monroe estava em um momento difícil, a ponto de não conseguir nem dizer suas falas corretamente.
Este é o quarto ou quinto filme que vejo com a musa, e no fim das contas ela me interessa mais como humana do que como ícone. Lendo sobre sua vida, descobri que, como tantas divas dos anos 40 e 50, sua história pessoal é quase o oposto das personagens que encarnava – Marilyn era uma mulher inteligente, segundo o IMDB sua coleção particular de livros tinha cerca de 400 títulos e a maioria deles tinha anotações de suas leituras nas páginas. O site também diz que a atriz tinha o QI 168, sendo que os que possuem acima de 150 são considerados “especialmente talentosos”. Mesmo assim, sua vida foi pontuada por episódios tristes – e até mesmo a imagem de “loira sexy-ingênua-materialista” que foi construída ao seu redor pode ser considerada um deles.
De qualquer forma, o longa é divertidíssimo, desses que dá vontade de ver de novo assim que acaba.
Jack Lemmon e Tony Curtis interpretam uma dupla de músicos que se disfarçam de mulheres e ingressam em uma banda feminina para fugir de mafiosos. Nesta banda conhecem Sugar Kane (Marilyn), por quem os dois acabam se interessando, e Osgood Fielding III, um milionário que se apaixona por “Daphne” (Jack Lemmon), acreditando que é mesmo uma mulher.
Apesar do enredo parecer simples, o filme merece estar nas listas de melhores, pois desenvolve-se muito bem.

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Recebeu o Oscar de Melhor Figurino em Preto e Branco, em 1960.

O roteiro foi baseado em um texto de Robert Thoeren e Michael Logan, que originou antes deste outros dois filmes, por isso há considerações sobre “Quanto Mais Quente Melhor” ser um remake ou apenas uma adaptação, mas como os outros dois filmes – Fanfare d’Amour (França, 1935) e Fanfaren der Liebe (Alemanha, 1951) – são bem raros, é uma questão ainda aberta.

Título Original: Some Like It Hot
Origem e Ano: EUA, 1959
Direção: Billy Wilder
Roteiro: Billy Wilder e I.A.L. Diamond
Gênero: Comédia
Figurino: Orry-Kelly
Música: Adolph Deutsch

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#46 – Os Fantasmas se Divertem

Poster diferente do clássico com Beetlejuice sentado sobre a casa.

“Os Fantasmas se Divertem” é um desses filmes que passavam várias vezes na Sessão da Tarde. Acabou virando um clássico para a geração e, no meu caso, alimentou o gosto pelo sombrio e pelo humor negro.
Várias características que me fazem adorar os filmes do Tim Burton estão lá: muitas cores, contrastes fortes, crítica ao comportamento “socialmente aceito”, protagonistas fora do padrão, formas estranhas, efeitos especiais com stop motion…
Temos o casal protagonista – os Maitland, que são doces, mas estão mortos e confusos sobre como lidar com esta nova condição e com os novos moradores de sua casa, que são o casal “moderno da cidade”, os Deetz, cheios de manias estranhas e a filha deles, Lydia, uma adolescente que está sempre vestida de preto e tirando fotografias, e que não se identifica nem um pouco com os pais.
Para se livrar do aterrorizante casal Deetz, os Maitland evocam Beetlejuice (“Besourossuco” no Brasil, mas acho a tradução muito feia), um tipo de poltergeist que se auto-denomina “bio-exorcista” e, com isso, passam a ter dois problemas.
A cena da possessão durante o jantar é impagável, com todos sendo forçados a cantar e dançar “Day-O” em volta da mesa.
O vestido vermelho que Beetlejuice obriga Lydia a vestir para casar-se com ele talvez seja um dos figurinos mais marcantes dos filmes do Burton.
Foi o terceiro filme de Winona Ryder, que tinha 17 anos na época. Agora está com 40, mas continua com cara de bonequinha gótica, o que pode ser conferido em seu trabalho mais recente, “Cisne Negro“.

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Lydia Deetz com o vestido de noiva vermelho.

Aggie Guerard Rodgers foi uma das figurinistas de “O Retorno de Jedi”, onde a princesa Léia aparece com o famoso ‘traje de escrava’.

Ganhou o Oscar de Melhor Maquiagem em 1989.

Título Original: Beetlejuice
Origem e Ano: EUA, 1988
Direção: Tim Burton
Roteiro: Warren Skaaren e Michael McDowell, baseado no roteiro original de Larry Wilson e Michael McDowell para um filme de horror.
Gênero: Comédia
Figurino: Aggie Guerard Rodgers
Música: Danny Elfman

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#32 – Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos

Poster original.

Para começar setembro em grande estilo, vou com “Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos”, que eu estava salivando há anos pra assistir.
Uma pena que baixei o filme e não estava com um qualidade muito boa, mas como pretendo colecionar os filmes do cineasta – que é um dos meus preferidos – em breve será revisto com a qualidade de imagem adequada às fabulosas ‘cores de Almodóvar’.
Mas independente da qualidade do meu arquivo, o filme é excelente, muito divertido – tem aquela composição visual fascinante e aquele humor nonsense característicos do Almodóvar, e além disso a protagonista é Carmen Maura, que eu simplesmente adoro.
Se hoje a Penélope Cruz é considerada a musa do diretor, o que posso dizer sobre os nove filmes nos quais ele trabalhou com a Carmen?
E por falar na Penélope, é bem interessante reconhecer em “Mulheres” as cenas de “Garotas e Malas”, que é o filme dentro de “Abraços Partidos“.
A história começa com Pepa, a protagonista, aguardando uma ligação de Ivan, com quem terminou um relacionamento há uma semana. Com os desencontros telefônicos, ela acaba entrando em contato com personagens do passado de seu ex, enquanto uma amiga que se apaixonou por um terrorista a procura pedindo abrigo.
Foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e talvez tenha sido graças a esta indicação que o nome de Almodóvar ficou conhecido mundialmente.

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Encontrei esta coleçãozinha de cenas do filme enquanto buscava um poster.

Título Original: Mujeres al borde de un ataque de nervios
Origem e Ano: Espanha, 1988
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Gênero: Comédia
Figurino: José María De Cossío
Música: Bernardo Bonezzi

No IMDB.
No Adoro Cinema.

#08 – Assassinato por Morte

Poster americano ilustrado.

Comecei a assistir “Assassinato por Morte” numa dessas madrugadas insones e, como muitas outras vezes em que estava curtindo o que assistia, dormi na metade.
Recentemente consegui o filme e fiz uma sessão dupla de comédias atípicas – seu par foi “Marte Ataca!”.
Tenho uma impressão muito forte que o cinema da década de 1970, independente do gênero ou do diretor, carrega algo de nonsense, e esta sátira às história de detetive ainda mais do que a maioria.
É um filme para quem não gosta muito de comédias do tipo “besteirol americano” e que soma uma dose de mistério ao elemento cult, se inspirando em diversos detetives da literatura.
Pela dificuldade que tive para encontrá-lo e para conseguir informações, creio que seja meio raro até mesmo fora do Brasil, mas particularmente não vejo nenhum problema nisso, dá até um gostinho a mais.

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Direção: Robert Moore
Origem: EUA
Gênero: Comédia
Roteiro: Neil Simon

No IMDB.
Na Wikipédia.
No TorrentReactor.

#07 – Marte Ataca!

Poster americano, meio retrô.

Assisti “Marte Ataca!” na televisão há muitos anos, mas revi recentemente. Se podemos falar em um “Tim Burton puro-sangue”, este é um caso. O filme é carregado de humor negro e, assim como “Edward Mãos de Tesoura”, atualiza as referências de infância e adolescência do Tim, unindo a ficção, o bizarro e o humor negro às críticas – às vezes sutis, às vezes nem tanto – ao estereótipos da sociedade estadunidense.

Todavia, “Marte Ataca!” não é um de seus filmes mais populares, apesar de ter nomes de peso no elenco e de trazer tantas das características mais evidentes dos trabalhos de Burton, como as cores fortes, o humor, o ar retrô, efeitos com stop-motion…

É interessante observar que as equipes técnicas e os elencos são constantemente formados por profissionais que já trabalharam mais vezes com o diretor. A impressão que tenho disto é que ele busca, através dessa repetição, manter uma estética multimídia própria – e se for mesmo esta a intenção, está conseguindo muito bem, pois é comum ver pessoas comentando que alguma coisa é “tão Tim Burton”.

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Baseado nos personagens de uma série de figurinhas homônimas, lançadas em 1962 nos EUA, criados por Len Brown, Woody Gelman, Wally Wood, Bob Powell e Norm Saunders.

Direção: Tim Burton
Figurino: Colleen Atwood
Origem: EUA
Gênero: Ficção Científica
Roteiro: Jonathan Gems
Música: Danny Elfman

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#05 – O Diabo Veste Prada

Poster americano.

Depois de entrar na faculdade (de Moda), descobri que este filme tinha causado uma “febre” em algumas pessoas, lotando os cursos de adolescentes achando que seriam jornalistas de moda que ganhariam roupas e livre acesso aos desfiles mais cobiçados.
Eu mesma só fui ver “O Diabo Veste Prada” na televisão, durante essas programações especiais de férias de verão, onde passam os filmes “novos” (com cerca de 3 anos de delay). Creio que foi em 2009, pois eu já estava na faculdade há um bom tempo e ainda não tinha visto.
É divertido, eu veria novamente, mas não dá pra alinhar com os filmes que realmente me causaram impacto – como “Coco Chanel e Igor Stravinsky”, por exemplo.
Gosto muito da música do começo do filme “Suddenly I See“, que ouvi repetidamente durante alguns dias.

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O filme é baseado no livro O Diabo Veste Prada, de Lauren Weisberger, que trabalhou como assistente de Anna Wintour, editora da revista Vogue nos EUA.
Direção: David Frankel
Origem: EUA
Gênero: Comédia

No IMDB.
No Adoro Cinema.