#20 – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Poster original - Tudo termina em 15 de julho

Em letras grandes, o cartaz anunciava: Tudo termina em 15 de julho.
E lá fui eu para o cinema na estréia, com o coração na mão, sabendo que teria diante de meus olhos os momentos finais de aventuras que duraram uma década, que acompanharam toda minha adolescência – mais os livros que os filmes, é verdade, mas mesmo sabendo como seria o final por ter lido “As Relíquias da Morte” anos antes, estava emocionada.
Aproveito para comentar que DETESTO cinema de shopping, pois não é raro encontrar pessoas que se comportam como bugios enlouquecidos e que pensam que todos ali acham divertido gastar um dinheiro que não é pouco pra ver um babaca tagarelando durante o filme. Mas respirei fundo e me concentrei na tela, onde “As Relíquias da Morte: parte 2” começava exatamente do mesmo ponto onde a primeira parte parou, como se fossem efetivamente um filme só. Ponto pra adaptação.
Se a parte anterior teve um ritmo mais lento, nesta aqui as coisas começam a se desenrolar numa velocidade crescente, com uma urgência maior. A guerra já começou, Voldemort sabe que está sendo perseguido – e sabe que estão seguindo as pistas certas – tornando-se mais agressivo.
Em Hogwarts, paralelamente à busca de Harry, Rony e Hermione, um grupo de alunos também organizou um foco de resistência. O passado encontra o presente de uma maneira emocionante, num ápice digno dos maiores clássicos do gênero.
É um final bonito, que não deixa nada a desejar à série, concluindo-a com a classe merecida. Arrisco dizer que é o melhor filme entre todos os oito.
Saí do cinema com algumas lágrimas no rosto e uma saudade enorme dos livros.

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Segunda parte da adaptação do livro “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, de J.K. Rowling, de 2007, finalizando 14 anos depois, um ciclo que começou com a publicação de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, em 21 de julho de 1997.

Direção: David Yates
Figurino: Jany Temime
Origem: EUA, Reino Unido
Gênero: Fantasia
Roteiro: Steve Kloves
Música: Alexandre Desplat

No IMDB.
No Adoro Cinema.

#19 – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1

Poster com o Prof. Snape, um dos personagens mais importantes da série.

“As Relíquias da Morte: Parte 1” não é um filme com muita ação, assim como a primeira parte do livro que o originou. É como se fosse a segunda parte de uma trilogia, pois dá continuidade ao que ficou aberto em “O Enigma do Príncipe’ e introduz a batalha final que se aproxima.
Voldemort finalmente está retomando o poder e até mesmo a escola se torna um lugar onde Harry não pode aparecer – desta maneira, ele, Rony e Hermione não retornam a Hogwarts, mas iniciam uma fuga e ao mesmo tempo a busca pelas Horcruxes, que precisam ser destruídas para enfraquecer o Lord das Trevas.
Creio que neste filme, o desafio maior para os personagens na realidade seja lidar com as próprias emoções – o que não é uma tarefa tão simples, muito menos na adolescência e, neste caso, com uma guerra se iniciando.

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Adaptação do livro “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, de J.K. Rowling, publicado originalmente em julho de 2007 no Reino Unido – exatamente 10 anos depois da publicação do primeiro livro da série, “Harry Potter e a Pedra Filosofal. A tradução brasileira foi publicada menos de quatro meses depois.
Em 2007 chegava aos cinemas a adaptação do 5º livro, “Harry Potter e a Ordem da Fênix”.

Direção: David Yates
Figurino: Jany Temime
Origem: EUA, Reino Unido
Gênero: Fantasia
Roteiro: Steve Kloves
Música: Alexandre Desplat

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#18 – Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Poster com Harry e Prof. Dumbledore.

Em “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, o mergulho no passado vai ainda mais longe que nos episódios anteriores.
Apesar de ter sido um dos últimos que li, não me lembro tão bem quanto dos outros – que reli várias vezes, contra os três últimos que só li uma vez cada – então não fiquei implicando com detalhes da adaptação. Nos filmes dirigidos pelo David Yates, só a sensação de ‘buracos’ me incomoda um pouco, mas não gosto de responsabilizar o diretor, creio que a culpa por esse tipo de deslize deve ser repartida entre várias pessoas da equipe.
Mas creio que o papel do “Enigma do Príncipe” na série seja mais de preparar para a última parte, não é como os outros onde, paralelamente aos esforços de Lord Voldemort para retomar o poder, acontece uma aventura com começo, meio e fim. Os acontecimentos ficam abertos, esperando que venham “As Relíquias da Morte” para arrematar.

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Adaptação de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, de J.K. Rowling, publicado originalmente em julho de 2005. A tradução brasileira chegou às lojas apenas três meses depois.

Direção: David Yates
Figurino: Jany Temime
Origem: EUA, Reino Unido
Gênero: Fantasia
Roteiro: Steve Kloves
Música: Nicholas Hooper

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#16 – Harry Potter e a Ordem da Fênix

Poster original.

Mais um da série (5/8), “Harry Potter e a Ordem da Fênix” é, junto com “O Prisioneiro de Azkaban” (3º), um dos meus livros preferidos – e uma das esperas mais aguardadas, pois só chegou às minhas mãos quase três anos depois do “Cálice de Fogo” (4º).
O filme, por sua vez, inaugura a direção de David Yates, que comandou a franquia até o fim da série, o que trouxe coisas boas – a continuidade no estilo dos filmes, na estética, no ritmo e a interessante utilização de animações em algumas sequências – e ruins – os buracos de continuidade, que identifiquei facilmente pois só vi os últimos filmes este ano, anos depois de ler os livros, às vezes tendo a impressão de “de onde surgiu esse personagem?”, e momentos que considero equivocados em relação à pessoa da narrativa, pois deixamos de ver os acontecimentos pela ótica do Harry – como em todos os filmes anteriores e nos livros – e recebemos informações de uma “terceira pessoa”.
Apesar disso, “A Ordem da Fênix”, como o livro, é um dos meus preferidos. É sombrio, investe numa ligação maior entre Harry e o vilão Voldemort, e apresenta uma de suas mais fiéis seguidoras, a enlouquecida vilã Bellatrix Lestrange, encarnada com perfeição por Helena Bonham Carter. Voldemort começa a aparecer mais também, dando espaço à interpretação de Ralph Fiennes.
Mas há uma vilã ainda mais assustadora, que tenta disfarçar sua crueldade num visual “fofo”: a professora Umbridge, que transforma Hogwarts em um lugar hostil aos alunos.
Como já comentei anteriormente, a cada ano o enredo vai se tornando mais complexo, de acordo com o crescimento de Harry Potter. Nesta quinta parte, os elementos já estão bastante desenvolvidos: há conspiração, romance, aventura, mistério, feitiços mais elaborados, perigos ainda maiores. E as revelações continuam surgindo, contando a Harry cada vez mais sobre este conflito do qual é protagonista sem ao menos saber porquê.

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Adaptação de “Harry Potter e a Ordem da Fênix”, de J.K. Rowling, publicado em junho de 2003 e chegando apenas 5 meses depois no Brasil, depois do longo intervalo de quase dois anos entre seu lançamento e o volume anterior da série.

Direção: David Yates
Figurino: Jany Temime
Origem: EUA, Reino Unido
Gênero: Fantasia
Roteiro: Michael Goldenberg
Música: Nicholas Hooper

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#15 – Harry Potter e o Cálice de Fogo

Poster alemão.

Hoje retomo a série “Harry Potter”. Gostei da ideia de intercalar com outros filmes, para não soar tão repetitivo para quem não é fã, nem ficar tão presa a um assunto só.
“O Cálice de Fogo” chegou aos cinemas brasileiros em 2005, e na época assisti à pré-estreia. Porém, foi um dos que menos gostei e continuei não gostando tanto mesmo quando revi. Acredito que a adaptação ou a edição não tenham favorecido o ritmo da história, há algumas sequências onde não acontece nada de importante – e demoooora – e em outros momentos a coisa corre ou simplesmente é excluída. Alguns detalhes que desapareceram neste filme acabam deixando buracos na continuidade da série, e talvez passem despercebidas a quem leu os livros pois os leitores já receberam aquela informação. Mas pra quem está fazendo o caminho contrário, pode dar aquela sensação de “ah, okay, mas desde quando isso aí?”.
Os pontos fortes ficam por conta dos efeitos especiais e particularmente da adaptação do labirinto, que no livro é cheio de criaturas, mas no filme é formado por uma planta densa e que se move, tornando a atmosfera bem sombria.

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Adaptação de Harry Potter e o Cálice de Fogo, publicado em 2000. Pra matar os fãs brasileiros de ansiedade, a tradução nacional só chegou às livrarias 11 meses depois.

Direção: Mike Newell
Figurino: Jany Temime
Origem: EUA, Reino Unido
Gênero: Fantasia
Roteiro: Steve Kloves
Música: Patrick Doyle

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#13 – Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Poster com o personagem Sirius Black, o prisioneiro do título.

Eu tinha muito medo de ver “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, pois tenho um ciúme enorme dos meus livros preferidos.
Neste filme, pelo menos duas coisas foram alteradas em relação aos dois antecessores: a direção passou de Chris Columbus para Alfonso Cuarón, e o ator que interpretava o professor Dumbledore, Richard Harris, faleceu e foi substituído por Michael Gambon.
Fiquei muito apreensiva e, quando fui vê-lo, não gostei.
Mas devo admitir que foi birra de fã, mais uma vez, pois recentemente assisti a série inteira para poder relembrar e ver a última parte no cinema e, assim como o livro, “O Prisioneiro de Azkaban” se tornou um dos meus preferidos.
A terceira parte de “Harry Potter” é uma das melhores – se não for a melhor – e mostra que as coisas ficarão cada vez mais sombrias na vida de Harry e da comunidade mágica. A ameaça agora fica por conta tanto do fugitivo de Azkaban, a prisão dos bruxos, quanto pelos medonhos guardas, que possuem o poder de aniquilar qualquer sentimento feliz apenas com sua presença.
A fuga de Sirius Black, um personagem tão interessante quanto Snape, desencadeia uma série de revelações e altera o rumo de muitas coisas na jornada de Harry.

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Adaptação de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, de J.K. Rowling, publicado em 1999 – chegando no Brasil no ano seguinte.

Direção: Alfonso Cuarón
Figurino: Jany Temime
Origem: EUA, Reino Unido
Gênero: Fantasia
Roteiro: Steve Kloves
Música: John Williams

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#12 – Harry Potter e a Câmara Secreta

Poster original.

Inicialmente eu pretendia falar da série toda em sequência, mas ontem eu não poderia deixar de comentar sobre “Presença de Anita”. Mas vou continuar daqui: “Harry Potter e a Câmara Secreta” é o segundo filme dos oito que compõem a cinessérie.
Um dos pontos que me agrada muito, tanto nos livros quanto nos filmes, é que a complexidade do enredo aumenta conforme Harry vai ficando mais velho. Se em “A Pedra Filosofal” ele tem um primeiro contato com o mundo mágico e começa a descobrir os perigos que há nele, em “A Câmara Secreta” ele percebe que as coisas são muito mais sombrias do que pareciam no início – utilizando uma frase do primeiro filme, ele vai aprendendo a cada ano que “nem todo bruxo é bom”.
Ao contrário do filme anterior, este aqui é um dos meus preferidos, a adaptação me agradou bastante e os efeitos especiais também. O mistério e a atmosfera de ameaça estão mais presentes do que no primeiro, e os trechos em flashback contribuem, não apenas com a qualidade do filme, mas para contar um pouco sobre o passado de Lord Voldemort, e desenvolver a história a partir do ponto onde ele está tentando recuperar seus poderes e voltar para enfrentar o responsável por sua derrota.

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Adaptação de Harry Potter e a Câmara Secreta, segundo livro da série de J.K. Rowling.

Direção: Chris Columbus
Figurino: Lindy Hemming
Origem: EUA, Reino Unido
Gênero: Fantasia
Roteiro: Steve Kloves
Música: John Williams

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No The Pirate Bay.