#59 – Amanhecer: Parte 1

Poster teaser original

Eu me propus a assistir a série “Crepúsculo” com o propósito de enfrentar meu preconceito. O máximo que consegui foram algumas horas de entretenimento mais ou menos. Os dois primeiros filmes poderiam ser um só – e ainda seria fraco. O terceiro é melhorzinho, e este, que é o penúltimo da série (creio eu, mas como a Meyer lançou mais dois livros de vampiro depois, não duvido nada que venham mais dois filmes pra fechar duas trilogias…) explora algumas coisas de filmes de terror, coloca alguma carga dramática, mas não dá pra fazer milagre com uma historinha tão mixuruca.
A mocinha casa com o vampiro. Estranhamente, os vampiros que brilham no sol não cintilam uma única vez, mesmo com a cerimônia diurna ao ar livre.
Antes do casamento, Edward vai até o quarto da Bella pra “se confessar”, dizer que no passado matou umas pessoas. E nessa hora meu cérebro apitou, afinal de contas ele aparece em flashback em um cinema, com cenas enxertadas de um filme antigo. Já viu isso antes? Eu já. O nome do vampiro é Louis e o filme “Entrevista com o Vampiro”. Mas as pessoas que ele matava eram bandidos. Coincidentemente, o Lestat também agia assim. Pronto, o filme perdeu meu respeito antes de completar cinco minutos, só pelo plágio.
Depois do casamento, o noivo não quer saber de sexo e a noiva vai ficando neurótica. Já viram isso em “Maria Antonieta”, da Sofia Coppola? Poisé.
Alguns elementos foram felizes: os efeitos especiais dos lobos ficaram bons, e a Kristen não é inexpressiva como insistem em dizer. Na cena do casamento ela transmite direitinho a ansiedade, e durante a gravidez aparece cadavérica, assustadora.
O final foi uma droga, mesmo que tenha continuação, ficou com cara de edição feita de qualquer jeito, que não explica nada e se aproveita do momento de tensão anterior pra passar batido. O gancho pra continuação ficou mal feito.

Enfim, hoje escolhi assistir este entre os mais de 70 que estão na minha lista de espera porque estou me recuperando do cansaço mental de fazer e apresentar o tcc, então queria algo mais fácil, que não me exigisse pensar. Até que cumpriu…

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Adaptação de “Amanhecer“, quarto livro da série “Crepúsculo” da estadunidense Stephenie Meyer, publicado em 2008.

Croqui de Carolina Herrera do vestido usado no casamento de Bella e Edward.

Título Original:The Twilight Saga: Breaking Dawn – Part 1
Origem e Ano: EUA, 2011
Direção: Bill Condon
Roteiro: Melissa Rosenberg
Gênero: Fantasia
Figurino: Michael Wilkinson (vestido de noiva de Carolina Herrera).
Música: Carter Burwell

No IMDB.
No Adoro Cinema.
Site oficial.

#56 – The Runaways – Garotas do Rock

Poster irlandês.

“The Runaways” foi um filme que esperei ansiosamente por mais de seis meses, até que foi exibido em pré-estréia integrando a programação de um Noitão do Belas Artes. Fiquei muito empolgada durante toda a sessão, embalada pelos hits da banda e encantada como Kristen Stewart e Dakota Fanning conduziram bem suas personagens, bastante diferentes da imagem difundida de ambas atrizes – principalmente Kristen, fortemente associada à Saga Crepúsculo.
O filme mostra, além da história da banda, as diferenças de personalidade entre Joan Jett e Cherie Currie, e posso usar como exemplo duas situações de vestuário: enquanto Joan exibe sua rebeldia através de uma camiseta customizada com tinta spray e rasgos, Cherrie se apresenta em um momento vestida como David Bowie e em outro usando uma lingerie cor-de-rosa. É interessante observar também que alguns elementos do visual de Joan demonstram a passagem dos anos 70 para os 80 – um exemplo disso são as cores fortes, muito semelhantes à tendência Color Blocking, que é considerada atualmente uma das mais fortes para o verão.
Joan Jett e Cherie Currie estiveram bastante envolvidas na produção do filme, e frequentemente Kristen e Joan eram fotografadas juntas no set. Talvez por esse envolvimento, o longa fica bem mais focado em Joan e Cherie do que no restante da banda, o que pode ser considerado bom ou ruim dependendo da maneira como cada expectador encara. Biografias são complicadas de analisar, principalmente quando são baseadas em autobiografias: um livro de memórias nunca vai tratar apenas dos fatos, vai envolver a memória afetiva de quem narra, as impressões pessoais que teve. Uma vez adaptadas, estas memórias ainda vão ter o recorte que o roteirista achar mais adequado. Particularmente, não me incomoda “The Runaways” ter o foco que tem, pois não se trata de um documentário, não é historiografia.
Descobrir mais sobre a banda e sua importância, pesquisando depois de curtir o filme e as músicas é uma diversão à parte.

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Acima, a banda do filme, abaixo The Runaways originais.

Segundo o blog Mundo de Coisinhas Minhas, onde peguei a imagem acima, a baixista original da banda, Jackie Fox, não autorizou que a retratassem no filme, então a substituíram por uma personagem chamada Robin. Também é mencionado um documentário: “Edgeplay – Um filme sobre The Runaways” (2004), que eu não conhecia e agora vou procurar pra assistir.

Baseado no livro “Neon Angel“, escrito por Cherie Currie e Tony O’Neill

Título Original: The Runaways
Origem e Ano: EUA, 2010
Direção: Flora Sigismondi
Roteiro: Floria Sigismondi
Gênero: Biografia
Figurino: Carol Beadle
Música: The Runaways, Joan Jett e David Bowie

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.
Site oficial.

#27 – Eclipse

Poster original.

Das três partes da série lançadas até então, “Eclipse” é a melhor.
Na realidade, poderiam ter adaptado os três livros em um, dando mais destaque pra este, por ter mais ação e um pouco mais de enredo.
Nesta parte, o triângulo amoroso entre Bella, Jacob e Edward é apenas um dos conflitos – há uma batalha contra um exército de vampiros recém criados se aproximando (apesar que isso também tem em “Sétimo” de André Vianco, com direito a lobos, helicópteros e confusão na cidade, mas já que estou falando do filme, não do livro, só vou fazer este breve comentário) e os Volturi estão vigiando os vampiros da família de Edward.
Ainda não escapa de alguns momentos risíveis, como a cena onde Edward assiste sua namorada e Jacob dormirem abraçados para que ela não congele (!!!). Aliás, se a protagonista fosse mais legal, daria até pra torcer para o lobisomem conseguir conquistá-la, pois não vejo no tal vampiro uma profundidade maior que a de um pires – mas como a mocinha compartilha desta complexidade, melhor deixar o lobo fora disso.
Porém, o filme tem alguns momentos interessantes, como os flashbacks que mostram como alguns dos Cullen foram transformados em vampiros.
A última parte da série, correspondente a “Amanhecer”, o quarto livro, foi dividida em dois filmes – como “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, mas pelo que assisti até aqui, neste caso a decisão me parece puramente comercial – com lançamentos previstos para novembro de 2011 e 2012.

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Adaptação do livro Eclipse, de Stephanie Meyer, publicado em 2007.

Direção: David Slade
Figurino: Tish Monaghan
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Howard Shore

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#25 – Lua Nova

Poster americano com os Volturi

Dando sequência à série, vou falar de “Lua Nova”. Só pela mudança da direção, que passa de Catherine Hardwicke para Chris Weitz, já melhora um pouco em relação ao primeiro.
Mas continua sem ter muito enredo. Edward decide se afastar de Bella, e a maior parte do filme se concentra na obsessão dela por revê-lo, colocando a vida em risco pra ver seu “herói” – mesmo que seja através de alucinações. Os lobisomens ganham mais espaço na história, apesar de eles também ganharem um perfil heróico, diferente dos lobisomens que vemos em outras obras de ficção, me parecem personagens mais complexos que os vampiros.
Também aparecem de leve os vampiros vilões que sobraram de “Crepúsculo” e os Volturi, que são um tipo de “clã regulador”, que determina as regras para todos os vampiros e pune quem as desrespeita. Neste ponto, o destaque fica pra Dakota Fanning, que deixou de ser a menininha assustadora de “Amigo Oculto” para se tornar uma moça bastante expressiva, considerada um dos talentos mais promissores de sua geração, e que assume muito bem a personagem cruel.

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Adaptação de Lua Nova, de Stephenie Meyer, continuação de “Crepúsculo” publicada em 2006.

Direção: Chris Weitz
Figurino: Tish Monaghan
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Alexandre Desplat

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#24 – Crepúsculo

Poster original.

Já que o último filme era polêmico e tratava de relacionamentos pouco convencionais, vou entrar aqui na série “Crepúsculo”.
Antes que alguém se desespere, não estou comparando nem nivelando os dois filmes.

Como já mencionei em outro post, eu me aborreço muito com pessoas que não usam o senso crítico, e isso inclui “haters”, que se limitam a falar mal de alguma coisa só porque um grupo de pessoas está falando. Por isso, decidi ver “Crepúsculo”. Não para “falar mal conhecendo”, mas sim para compreender porque tanta polêmica sobre uma série que me parecia tão água-com-açúcar, apesar de apresentar vampiros que destruiam o mito que mais me encantou por toda a vida.

Quando li a sinopse, tive a impressão que Stephanie Meyer estava plagiando um livro brasileiro muito mais interessante que a série dela: “Os Noturnos“, de Flávia Muniz. Depois, tentei ler o livro e não consegui, pois a construção da história lembrava muito as coisas que eu escrevia aos doze anos – francamente imaturo para ser considerado literatura.

Indo direto ao filme: como vi outro da mesma diretora, posso dizer que “Crepúsculo” poderia ser melhor com outra direção. Não muito melhor, na realidade, pois o enredo é fraquinho e traz alguns momentos risíveis, como na cena que Edward revela à Bella que pode ler pensamentos, mas não os dela – me ocorreu na hora que era porque a mocinha não pensava. As pausas dramáticas são pedantes. A coleção de diplomas do segundo grau na parede da casa dos vampiros é o tipo de coisa que deveria ter sido excluída na edição, é desnecessária até como “fator humorístico”. E o “vampiro que brilha no sol” e que não bebe sangue humano me faz pensar porque a autora decidiu falar sobre vampiros se não utiliza praticamente nenhuma característica deles. Poderia utilizar outros elementos sobrenaturais, criar algo novo, mas da forma como o universo de “Crepúsculo” é construído, a impressão que eu tenho é que a chance de fazer algo realmente interessante foi perdida.
E porque diabos a série tem tantos fãs? Simples: é fácil de assimilar. Tem protagonistas “certinhos e bonitinhos”, nada é muito complicado – ao contrário de “Último Tango em Paris“, por exemplo.

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Adaptação do livro Crepúsculo, de Stephenie Meyer, publicado em 2005.

Direção: Catherine Hardwicke
Figurino: Wendy Chuck
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Carter Burwell

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.