#58 – A Bela e a Fera

Poster original

Tive um dia bastante puxado, mas produtivo. Nos últimos dias, com esse clima de “dia das crianças” invadindo a internet, acabei baixando “A Bela e a Fera”, mas estava tão sobrecarregada com as coisas do tcc que não conseguia nem pensar em ver filme nenhum, em fazer nada divertido. Hoje, como o dia teve bons resultados, me permiti uns bons 90 minutos de diversão revendo esse clássico da animação. O mais legal é que acabei descobrindo que o filme que assisti na verdade é a versão relançada em 2002, com acréscimos e uma nova canção.
Mas de longe, o mais encantador de assistir aos filmes da infância, é perceber as questões adultas nos diálogos. A mentalidade dos vizinhos de Bela é absurdamente limitada, consideram o ato de pensar como um perigo – e fica evidente que valorizam a força bruta, já que o maior ícone da vila é Gastão, um tipo de pitboy medieval.
E aquela clássica cena da valsa na escadaria, que coisa mais linda! Dá vontade de ter um vestido amarelo e sair rodopiando por aí…

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“A Bela e a Fera” é um conto tradicional francês, e a primeira versão foi publicada por Gabrielle-Suzanne Barbot em 1740. Inicialmente, o filme seria mais fiel à este conto, mas a sombria versão foi arquivada com a chegada de Alan Menken e Howard Ashman à produção.

Foi indicado a seis Oscar, inclusive foi a primeira animação a concorrer ao de Melhor Filme. Recebeu os prêmio de Melhor Trilha Sonora e Melhor Canção Original por “Beauty and the Beast”.

As roupas de Bela enquanto mora na vila são azuis por uma opção da direção de arte para evidenciar o quanto a personagem era diferente dos outros moradores.

Título Original: Beauty and the Beast
Origem e Ano: EUA, 1991
Direção: Gary Trousdale e Kirk Wise
Roteiro: Linda Woolverton, baseado em estória de Roger Allens
Gênero: Animação
Música: Alan Menken e Howard Ashman (letras)

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#36 – O Morro dos Ventos Uivantes (1939)

Poster original.

Eu já havia lido o livro e assistido a versão de 1992, dirigida por Peter Kosminsky quando soube que a Cinemateca exibiria a primeira adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes” na “Mostra Verão de Clássicos”. A história de Catherine e Heathcliff sempre me fascinou.
O protagonista é considerado um herói byroniano, um anti-herói, e certamente o romance deste par de rebeldes é um dos mais memoráveis da literatura e do cinema.

A história sombria, envolvendo uma região chuvosa da Inglaterra, vozes, memórias e comportamentos passionais e excêntricos das personagens, é narrada em flashback por Nelly Dean, a governanta da casa que acompanhou pessoalmente todos os acontecimentos envolvendo as famílias Earnshaw, Hindley e Heathcliff.
E foi numa tarde chuvosa que o assisti, em uma cópia 35mm bastante riscada – e se tornou uma experiência sinestésica, devido à sensação de angústia causada pela escuridão da narrativa somada à cópia antiquíssima da película e às chuvas dentro e fora da tela.

O filme é tão bem conduzido que saí da sala louca para reler, cerca de dez anos depois da primeira leitura, as páginas que se tornaram um clássico da literatura inglesa e, além da extrema qualidade plástica e narrativa, há uma curiosidades sobre esta versão: foi o grande concorrente de “…E o Vento Levou” no Oscar de 1939 e ambos filmes exibem cenas de bailes onde todos vestem roupas impecáveis – considerando que já ouvi falar que nos anos 1930 não costumavam elaborar figurinos para os figurantes, este é um ponto bastante relevante nos dois longas .

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A versão de 1939 de “O Morro dos Ventos Uivantes” foi a primeira de 4 adaptações cinematográficas que o livro de Emily Brontë teve, até o momento. Foi o único romance da autora, publicado em 1847.
Foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor, Filme, Ator, Direção de arte, Trilha sonora, Roteiro e Atriz Coadjuvante, mas o único prêmio que recebeu nesta ocasião foi o de Melhor Fotografia.

Título Original: Wuthering Heighs
Origem e Ano: EUA, 1939
Direção: William Wyler
Roteiro: Charles MacArthur e Ben Hecht
Gênero: Drama
Figurino: Omar Kiam
Música: Alfred Newman

No IMDB.
No Adoro Cinema.

#27 – Eclipse

Poster original.

Das três partes da série lançadas até então, “Eclipse” é a melhor.
Na realidade, poderiam ter adaptado os três livros em um, dando mais destaque pra este, por ter mais ação e um pouco mais de enredo.
Nesta parte, o triângulo amoroso entre Bella, Jacob e Edward é apenas um dos conflitos – há uma batalha contra um exército de vampiros recém criados se aproximando (apesar que isso também tem em “Sétimo” de André Vianco, com direito a lobos, helicópteros e confusão na cidade, mas já que estou falando do filme, não do livro, só vou fazer este breve comentário) e os Volturi estão vigiando os vampiros da família de Edward.
Ainda não escapa de alguns momentos risíveis, como a cena onde Edward assiste sua namorada e Jacob dormirem abraçados para que ela não congele (!!!). Aliás, se a protagonista fosse mais legal, daria até pra torcer para o lobisomem conseguir conquistá-la, pois não vejo no tal vampiro uma profundidade maior que a de um pires – mas como a mocinha compartilha desta complexidade, melhor deixar o lobo fora disso.
Porém, o filme tem alguns momentos interessantes, como os flashbacks que mostram como alguns dos Cullen foram transformados em vampiros.
A última parte da série, correspondente a “Amanhecer”, o quarto livro, foi dividida em dois filmes – como “Harry Potter e as Relíquias da Morte”, mas pelo que assisti até aqui, neste caso a decisão me parece puramente comercial – com lançamentos previstos para novembro de 2011 e 2012.

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Adaptação do livro Eclipse, de Stephanie Meyer, publicado em 2007.

Direção: David Slade
Figurino: Tish Monaghan
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Howard Shore

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#25 – Lua Nova

Poster americano com os Volturi

Dando sequência à série, vou falar de “Lua Nova”. Só pela mudança da direção, que passa de Catherine Hardwicke para Chris Weitz, já melhora um pouco em relação ao primeiro.
Mas continua sem ter muito enredo. Edward decide se afastar de Bella, e a maior parte do filme se concentra na obsessão dela por revê-lo, colocando a vida em risco pra ver seu “herói” – mesmo que seja através de alucinações. Os lobisomens ganham mais espaço na história, apesar de eles também ganharem um perfil heróico, diferente dos lobisomens que vemos em outras obras de ficção, me parecem personagens mais complexos que os vampiros.
Também aparecem de leve os vampiros vilões que sobraram de “Crepúsculo” e os Volturi, que são um tipo de “clã regulador”, que determina as regras para todos os vampiros e pune quem as desrespeita. Neste ponto, o destaque fica pra Dakota Fanning, que deixou de ser a menininha assustadora de “Amigo Oculto” para se tornar uma moça bastante expressiva, considerada um dos talentos mais promissores de sua geração, e que assume muito bem a personagem cruel.

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Adaptação de Lua Nova, de Stephenie Meyer, continuação de “Crepúsculo” publicada em 2006.

Direção: Chris Weitz
Figurino: Tish Monaghan
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Alexandre Desplat

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.

#24 – Crepúsculo

Poster original.

Já que o último filme era polêmico e tratava de relacionamentos pouco convencionais, vou entrar aqui na série “Crepúsculo”.
Antes que alguém se desespere, não estou comparando nem nivelando os dois filmes.

Como já mencionei em outro post, eu me aborreço muito com pessoas que não usam o senso crítico, e isso inclui “haters”, que se limitam a falar mal de alguma coisa só porque um grupo de pessoas está falando. Por isso, decidi ver “Crepúsculo”. Não para “falar mal conhecendo”, mas sim para compreender porque tanta polêmica sobre uma série que me parecia tão água-com-açúcar, apesar de apresentar vampiros que destruiam o mito que mais me encantou por toda a vida.

Quando li a sinopse, tive a impressão que Stephanie Meyer estava plagiando um livro brasileiro muito mais interessante que a série dela: “Os Noturnos“, de Flávia Muniz. Depois, tentei ler o livro e não consegui, pois a construção da história lembrava muito as coisas que eu escrevia aos doze anos – francamente imaturo para ser considerado literatura.

Indo direto ao filme: como vi outro da mesma diretora, posso dizer que “Crepúsculo” poderia ser melhor com outra direção. Não muito melhor, na realidade, pois o enredo é fraquinho e traz alguns momentos risíveis, como na cena que Edward revela à Bella que pode ler pensamentos, mas não os dela – me ocorreu na hora que era porque a mocinha não pensava. As pausas dramáticas são pedantes. A coleção de diplomas do segundo grau na parede da casa dos vampiros é o tipo de coisa que deveria ter sido excluída na edição, é desnecessária até como “fator humorístico”. E o “vampiro que brilha no sol” e que não bebe sangue humano me faz pensar porque a autora decidiu falar sobre vampiros se não utiliza praticamente nenhuma característica deles. Poderia utilizar outros elementos sobrenaturais, criar algo novo, mas da forma como o universo de “Crepúsculo” é construído, a impressão que eu tenho é que a chance de fazer algo realmente interessante foi perdida.
E porque diabos a série tem tantos fãs? Simples: é fácil de assimilar. Tem protagonistas “certinhos e bonitinhos”, nada é muito complicado – ao contrário de “Último Tango em Paris“, por exemplo.

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Adaptação do livro Crepúsculo, de Stephenie Meyer, publicado em 2005.

Direção: Catherine Hardwicke
Figurino: Wendy Chuck
Origem: EUA
Gênero: Romance
Roteiro: Melissa Rosenberg
Música: Carter Burwell

No IMDB.
No Adoro Cinema.
No TorrentButler.